Favela no Centro da Agenda Climática: Retrospectiva 2025 da Rede Favela Sustentável
Vídeo 2025
2025 foi um ano de crescente repercussão, dentro das favelas, em Belém e no mundo, das atividades da Rede Favela Sustentável! Assista à nossa retrospectiva de 2025 e reviva os momentos centrais que marcaram este ano.
Tivemos o tão esperado lançamento e circulação da exposição 'Memória Climática das Favelas', construída em rodas entre 2023-2024. Através dele, ganhamos o Prêmio Prata no Anthem Awards na categoria Melhor Campanha de Conscientização Local e matéria no The Guardian.
Durante meses, 100 integrantes da RFS produziram a Carta COP das Favelas, uma carta aberta que demanda que as favelas do mundo estejam no centro das decisões climáticas. No final do ano, levamos a carta, assinada por movimentos e grupos de 43 países à COP30.
O marco do ano foi nosso lindo 2° Festival Favela Sustentável na Fundição Progresso, cujos 1300 participantes focaram em compartilhar 140 atividades voltadas para soluções climáticas locais.
Realizamos visitas a rios de favelas e à ETA Guandu, a maior estação de tratamento de água do mundo. Implementamos a Agenda Coletiva, uma agenda colaborativa que divulga as atividades dos integrantes e promove intercâmbios nas comunidades e projetos da rede. E mais!
Chega com a gente!
Movimentos de Favelas, Indígenas, Quilombolas, Ribeirinhos e Outros Periféricos do Poder Ocupam Belém Durante a COP30
As manchetes desde a 30ª Conferência do Clima (COP30) em Belém deram destaque às trocas diplomáticas dos governantes e autoridades mundiais na Zona Azul, em particular à falta de um acordo em relação a combustíveis fósseis, desmatamento e financiamento para adaptação. Foram relatados avanços pontuais importantes nas discussões em relação à crise climática, mantendo-se a direção do Acordo de Paris, mas estes não são suficientes para impedir o aumento das mudanças climáticas e, consequentemente, da emergência climática.
Enquanto isso, o que pode ter sido o impacto de maior relevância da COP30 foi pouco registrado como tal nas mídias nacionais e internacionais: a maior participação da sociedade civil na história das COPs e a significância dos seus efeitos cascata que se pôde perceber claramente ao longo do evento. Belém vibrou, durante duas semanas intensas, sob a presença de uma diversidade colorida e pulsante de coletivos provenientes de cada canto, povo e região do Brasil.
Os movimentos de periferias do poder, entre elas uma pluralidade de tribos indígenas—com 5000 indígenas presentes, 400 com acesso à Zona Azul, maior número da história—quilombolas, ribeirinhos e comunidades urbanas, estiveram o tempo todo trocando intensamente. Foram histórias a partir de suas bases e experiências, estratégias de mobilização, dados coletados pelos próprios movimentos, cartas e manifestos, contatos e inspiração: elementos fundamentais para o sustento e crescimento urgente da pauta que determinará a qualidade de vida de todos os seres terrestres que estão e virão.
“A conferência do clima da ONU em Belém entrou para a história como a edição com maior participação indígena já registrada… Os povos indígenas são guardiões do território, do meio ambiente e da vida… O reconhecimento desse protagonismo é essencial para avançar em medidas globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.” — Sônia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas
Cartas de Incidência Periférica Proliferam na COP30
Além da Carta Política que informou a Cúpula dos Povos e a Declaração da Cúpula e Carta das Infâncias construídas a partir dos dias de deliberação em Belém, numerosos outros movimentos de periferias do poder e aliados lançaram suas cartas com reivindicações em prol da justiça climática. Houveram cartas institucionais de apoio, como a Carta Aberta da Fiocruz: saúde é eixo orientador da ação climática global e Carta Manifesto “A Luta da Saúde Coletiva frente ao Colapso Ecológico” da ABRASCO, e cartas populares, como a Carta COP30 das Favelas*, que fechou a COP30 com 236 signatários institucionais e 710 individuais de 22 estados e 43 países, e as diversas Cartas de Direitos Climáticos pelo Brasil.
‘A Gente Tá Plantando o Futuro’: Mutirão de Reflorestamento no Salgueiro Recupera Área de Queimada e com Risco de Deslizamento com Árvores Frutíferas Nativas da Mata Atlântica
No dia 7 de dezembro, agentes ambientais, mobilizadores locais, moradores e visitantes se reuniram no Morro do Salgueiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, para um mutirão de replantio na região de Mata Atlântica da comunidade. Realizada pelo núcleo do Movimento Regenerativo Tempo de Plantar do próprio Salgueiro, a atividade fez parte da Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável (RFS)*, tendo como intuito recuperar a região chamada Caixa D’água de Faustino. Localizada em um dos pontos mais altos do Salgueiro, a área de replantio é frequentemente afetada por queimadas e sujeita a deslizamentos.
Robson Basílio, morador responsável do Tempo de Plantar do Salgueiro, explica que esta ação é fundamental para reduzir o calor e evitar deslizamentos na comunidade, eventos comuns na região durante o verão.
“A gente vem, planta… Sempre tô arrumando mudas de árvores e plantando, mesmo sem ação. Tô mais de 20 anos nisso aí, nessa correria aí. A gente procura sempre plantar. Eu chego com 10 mudinhas, cinco, vou lá [plantar ao longo da comunidade] e pronto. Não podemos deixar lugares sem elas, porque, quando nós chegamos ao mundo, elas já estavam aqui. Então, a gente tem que preservar.” — Robson Basílio
‘Quem Perde a Memória, Perde a Essência’: Celebrando 85 Anos de História, Vidigal Realiza Evento de Homenagens e Cultura Inspirado pela ‘Memória Climática das Favelas’
No dia 26 de outubro, a comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro comemorou seus 85 anos. A comemoração organizada pelo Núcleo de Memórias do Vidigal realizou uma roda de conversa junto da exposição Memória Climática das Favelas, a entrega da homenagem Comendador Armando Almeida, e trouxe uma roda de capoeira realizada pelos grupos Laje Cultural Rocinha e Acorda Capoeira, o “Memórias do Vidigal em Cordel”, a atividade “Vidigal em poesia”, e apresentações musicais pelos grupos Vidiga na Social e Batuca Vidi. O dia de atividades contou ainda com apresentações culturais e artísticas, personalidades, coletivos e projetos sociais vidigalenses que transformam a comunidade.
A exposição Memória Climática das Favelas, fruto de rodas de conversa realizadas por 10 museus e projetos de memória da Rede Favela Sustentável*, já circulou este ano pela Maré, Acari, Cidade de Deus e Rio das Pedras. Bárbara Nascimento, cria do Vidigal e protagonista do Núcleo de Memórias do Vidigal, que realizou a roda da comunidade que ajudou a gerar e está refletida na exposição, introduziu e mediou uma troca inspirada da exposição.
“A gente hoje vai falar sobre memórias do Vidigal, relacionando com a questão climática, que é uma questão comum a todas as favelas. Quem passou aqui pela exposição conseguiu perceber isso, porque [a questão climática] ou é motivo para nos remover, ou nos remove, de qualquer forma, devido às tragédias, às desgraças. Então, eu convido todos aqui para falar.” — Bárbara Nascimento
Carta COP na CNN, veja a entrevista com Theresa em reportagem
"Justiça Climática é um dos temas da COP30 em Belém", entrevista com Theresa na CNN Brasil
RFS e ComCat na COP30
A ComCat (Comunidades Catalisadoras) e nossos parceiros comunitários das favelas do Rio de Janeiro estarão entre as milhares de organizações na cidade de Belém na próxima semana, com o objetivo de influenciar o resultado da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Entre as nossas atividades, iremos recolher assinaturas, apresentar e entregar a nossa Carta Aberta de Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas de Todo o Mundo para as Autoridades Globais Presentes na COP30.
A Carta COP30 das Favelas, com mais de 650 assinaturas—entre elas 456 indivíduos e 186 organizações de 21 estados brasileiros em todas as regiões do país, e 27 países (África do Sul, Alemanha, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Equador, Egito, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Índia, Líbano, México, Paquistão, Peru, Porto Rico, Quênia, Reino Unido, Sérvia, Suíça e Venezuela)—foi lançada em coletiva de imprensa durante o 2º Festival Favela Sustentável.
Os signatários institucionais variam de centenas de grupos de base nas favelas do Brasil a grupos internacionais de defesa do direito à moradia, como o Slum Dwellers International (SDI), com sede no Quênia, o International Center for Community Land Trusts, com sede nos EUA, o Institute of Wellbeing, em Bangladesh, e o urbaMonde, na Suíça.
Na COP30, apresentaremos formalmente a carta no sábado, 15 de novembro, às 18h, no "Círculo dos Povos" da Green Zone, para aqueles que puderem participar. O espaço do evento é organizado pelo Ministério das Cidades do Brasil.
Às 17h do dia 13, mediaremos um debate sobre a importância dos dados gerados nas favelas com os parceiros TETO e Decodifica, em um espaço da Green Zone oferecido pelo Conselho Nacional de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Já no dia 18, às 15h, na Zona Azul, um ensaio sobre as lições para as cidades a partir da nossa pesquisa "Memória Climática das Favelas" fará parte do lançamento do relatório GEO BRASIL 2025 – Uma Perspectiva Ambiental do Brasil, do Ministério das Cidades.
Por fim, apresentaremos a carta na televisão nacional e individualmente aos líderes brasileiros e globais na Blue Zone da COP30 (onde as autoridades se reúnem).
FOI UM SUCESSO! Veja a Repercussão do 2o Festival Favela Sustentável
No dia 18 de outubro, o 2º Festival Favela Sustentável aconteceu na Fundição Progresso, Lapa, Centro do Rio de Janeiro, com espaços para diversas atividades simultâneas ao longo do dia. Com o foco no tema 'Favela no Centro das Soluções Climáticas' e este ano pautando a COP30, tivemos diversas atividades organizadas por dezenas de coletivos de favelas de todo o Grande Rio.
Veja a repercussão na mídia desse grande evento:
TV Brasil - bit.ly/FFS2naTVBrasil
ANF - bit.ly/42MLjXn
Virada Sustentável (rodas de conversa) - bit.ly/4owRsiY
Carlos Minc - Instagram: bit.ly/3L61mJL e Facebook: bit.ly/3WQefKs
PPG Informativo - Instagram: bit.ly/4nzqfuZ
Agência Brasil - bit.ly/3We9ytS
Ciclo Vivo - bit.ly/4n9HLG5
Diário da Guanabara - bit.ly/4o5q1wS
Agência Lume - Instagram: bit.ly/47O4ZwQ e Facebook: bit.ly/48XSZtT
Virada Sustentável: salão verde externo, rodas de conversa, salão verde interno, espaço feirante, espaços de cura, cineclube, exposições
Diário do Rio - bit.ly/42Hv2D8
Time Out - bit.ly/4nT1ScK
Cria do Rio - FFS2noCriaDoRio
Ciclo Vivo - bit.ly/4n9HLG5
Fiocruz - bit.ly/4onwnre
Baia Viva - bit.ly/4nniDM9
2º Festival Favela Sustentável ‘Favelas no Centro das Soluções Climáticas’ Junta 1300 Pessoas e Lança Carta COP30 das Favelas: ‘Nada Que Nos Impacta Deve Ser Decidido Sem Nós’
Reunindo 1300 pessoas no sábado, 18 de outubro, na Fundição Progresso, Lapa, Centro do Rio de Janeiro, o 2º Festival Favela Sustentável trouxe 140 atividades em uma grande troca de conhecimentos e tecnologias ancestrais de 100 favelas e com o grande público. Atuando desde 2017, a Rede Favela Sustentável (RFS)*, organizadora do evento, é hoje composta por 1000 integrantes de mais de 300 favelas na luta por justiça climática. Além desta cobertura oficial do 2º Festival Favela Sustentável, publicamos também duas coberturas complementares, uma sobre atividades de soberania alimentar e outra sobre atividades de educação ambiental.
Um dos destaques do 2º Festival Favela Sustentável foi o lançamento da Carta Cop30 das Favelas. O manifesto é uma construção coletiva de mais de 100 integrantes e aliados técnicos, com o objetivo de reivindicar o protagonismo das favelas, comunidades tradicionais e periféricas na 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, um evento global de negociações e discussões sobre ações para combater as mudanças climáticas que acontecerá no Brasil, em Belém do Pará, entre 10-21 de novembro.
Leia e Divulgue a Carta COP30 das Favelas
Ao longo do primeiro semestre de 2025, mais de 100 integrantes e aliados da Rede Favela Sustentável construíram a “Carta COP30 das Favelas“, uma carta-manifesto, denominada ‘Carta Aberta de Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas de Todo o Mundo para as Autoridades Globais Presentes na COP30’ e com o subtítulo com declaração de intenção: “Coloquem as Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas no Centro das Decisões Climáticas Globais”.
Favelas são as “comunidades que concentram as pessoas mais vulnerabilizadas em relação… (aos) riscos ambientais em grande parte do mundo”, enquanto “são (também) espaços de produção de soluções, as primeiras a reagir de forma solidária, como nos resgates dos eventos climáticos extremos”, introduz a carta. “A solução para o clima e a justiça climática só será possível com sua participação ativa, reconhecimento e protagonismo”.
A Carta COP30 das Favelas, já com 513 assinaturas—entre elas 355 indivíduos e 158 organizações de 19 estados brasileiros em todas as regiões do país, e 23 países (África do Sul, Alemanha, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Brasil Canadá, Colômbia, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Líbano, México, Paquistão, Perú, Porto Rico, Quênia, Reino Unido, Suíça e Venezuela)—será lançada em coletiva de imprensa às 11h30, durante o 2º Festival Favela Sustentável.
As seis reivindicações da carta, escrita para representar as ansiedades de comunidades em todo o mundo, são: (1) Colocar os assentamentos mais vulnerabilizados de seus países no cerne das decisões climáticas. (2) Investir, em nível local, de formas que promovam e valorizem a população local, seus saberes ancestrais e populares, e sentimento de pertencimento. (3) Os fundos climáticos devem priorizar Soluções Baseadas na Natureza e fomento para energias renováveis em favelas. (4) Garantir que favelas e comunidades consolidadas que desejem permanecer, possam fazê-lo com segurança e acesso a serviços de qualidade. (5) Garantir, nos assentamentos em que o reassentamento for desejado: moradia segura e adequada. (6) Investir em comunidades rurais, indígenas, quilombolas, caiçaras e outras comunidades tradicionais.
A RFS continuará a colher assinaturas até a COP30 em Belém, enviando a carta repleta de assinaturas para as autoridades mundiais presentes da conferência, e onde integrantes estarão para apresentar a Carta em espaços e eventos. Clique aqui para assinar a Carta COP30 das Favelas.
Repercussão
Desde o seu lançamento, a carta tem repercutido na mídia. No dia 01 de setembro de 2025, a repórter Flávia Oliveira fala da Carta COP30 das Favelas no G1, um marco importante para a repercussão da carta. Assista já:
Saberes Ancestrais e Laços Comunitários Germinam na Horta Social do Complexo do Arará com Objetivo de ‘Resgatar a Ancestralidade… Trazê-los para uma Lógica de Integração com a Natureza’
A comunidade do Parque Arará, no Complexo do Arará em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro, reuniu-se na manhã do 07 de outubro para um mutirão de plantio de mudas e uma ação de fortalecimento de sua educação socioambiental. Desenvolvida pelo Movimento Mulheres Parque Horácio em parceria com a Clínica da Família Medalhista Olímpico Maurício Silva, a atividade proporcionou à comunidade uma potente troca de conhecimentos sobre agroecologia e ervas medicinais: tudo na Horta Social Lilian Cecília, um espaço verde em meio à favela.
Integrando a Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável*, a atividade contou com o apoio de aliados técnicos, como professores e pesquisadores, somando com os moradores e mobilizadores do Complexo do Arará. Maria Aparecida Vieira, ou Tia Cida, como é conhecida a mobilizadora comunitária e fundadora do Movimento Mulheres Parque Horácio, explica as origens do projeto.
“Eu que trouxe a horta para cá. Eu sou uma liderança comunitária e eu tenho um projeto no Parque Horácio, que é o Movimento de Mulheres do Parque Horácio. O professor Sérgio Anversa nos ajudou a iniciar a horta, e agora a gente vai dar continuidade. A horta é da gente, daqui da comunidade, são plantas medicinais.” — Maria Aparecida Vieira
RELEASE—3 SEMANAS ANTES DA COP, "FAVELA NO CENTRO DAS SOLUÇÕES CLIMÁTICAS" É TEMA DO 2º FESTIVAL FAVELA SUSTENTÁVEL, ONDE SERÁ LANÇADA ‘CARTA COP30 DAS FAVELAS’ ENTRE 140 ATIVIDADES GRATUITAS
140 AÇÕES—APRESENTAÇÕES CULTURAIS, FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, OFICINAS MANUAIS, ATIVIDADES PARA CRIANÇAS, RODAS DE CONVERSA E CURA, EXPOSIÇÕES DE MUSEUS DE FAVELA E CULINÁRIA AGROECOLÓGICA—PULSAM EM UM DIA, POR 8 ESPAÇOS DA FUNDIÇÃO PROGRESSO.
Imperdível! No sábado, 18 de outubro de 2025, ocupando oito espaços da Fundição Progresso, na Lapa, Centro do Rio de Janeiro, a Rede Favela Sustentável realiza seu segundo grande evento gratuito e aberto ao público. Após oito anos de atuação, e o sucesso de seu primeiro festival em 2024, não perca essa grande feira de soluções! Reunindo moradores de 100 favelas do Grande Rio e suas soluções climáticas, o evento contará com 140 atividades, entre intervenções artísticas, oficinas para adultos e crianças, rodas de conversa, filmes, exposições, estandes, feira e terapias.
Veja a programação completa e Instagram. Acesse imagens e vídeo do primeiro festival. Faça contato.
Mídia parceira: fique à vontade para republicar este release.
2° Festival Favela Sustentável
FAVELA NO CENTRO DAS SOLUÇÕES CLIMÁTICAS
13 de outubro de 2025—Este sábado, 18 de outubro, acontece o 2º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções Climáticas, na Fundição Progresso, das 9-17h, com 140 atividades abertas ao público e totalmente gratuito. Basta chegar e se inscrever na hora! O Festival ocupará este espaço icônico da produção cultural da cidade, no Centro do Rio de Janeiro, com sabedoria, tecnologias e produções periféricas, geradas nas favelas do Grande Rio, através de 140 coletivos socioambientais de 100 favelas e aliados da Rede Favela Sustentável. Todo o público—das mais diversas idades e regiões da cidade—é convidado para aprender e trocar juntos, quebrando barreiras históricas e reconhecendo a potência das comunidades fluminenses.
Festival Pauta a COP30
Acontecendo três semanas antes da COP30 em Belém, o 2º Festival Favela Sustentável tem como foco as soluções climáticas, em particular as soluções comunitárias, e a urgência de centralizar as favelas nas decisões sobre o tema.
Ao longo do primeiro semestre de 2025, mais de 100 integrantes e aliados da Rede Favela Sustentável construíram a “Carta COP30 das Favelas", uma carta-manifesto, denominada ‘Carta Aberta de Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas de Todo o Mundo para as Autoridades Globais Presentes na COP30’ e com o subtítulo com declaração de intenção: “Coloquem as Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas no Centro das Decisões Climáticas Globais”.
Favelas são as “comunidades que concentram as pessoas mais vulnerabilizadas em relação… (aos) riscos ambientais em grande parte do mundo”, enquanto “são (também) espaços de produção de soluções, as primeiras a reagir de forma solidária, como nos resgates dos eventos climáticos extremos”, introduz a carta. "A solução para o clima e a justiça climática só será possível com sua participação ativa, reconhecimento e protagonismo”.
A Carta COP30 das Favelas, já com 513 assinaturas—entre elas 355 indivíduos e 158 organizações de 19 estados brasileiros em todas as regiões do país, e 23 países (África do Sul, Alemanha, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Brasil Canadá, Colômbia, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Líbano, México, Paquistão, Perú, Porto Rico, Quênia, Reino Unido, Suíça e Venezuela)—será lançada em coletiva de imprensa às 11h30, durante o 2º Festival Favela Sustentável.
As seis reivindicações da carta, escrita para representar as ansiedades de comunidades em todo o mundo, são: (1) Colocar os assentamentos mais vulnerabilizados de seus países no cerne das decisões climáticas. (2) Investir, em nível local, de formas que promovam e valorizem a população local, seus saberes ancestrais e populares, e sentimento de pertencimento. (3) Os fundos climáticos devem priorizar Soluções Baseadas na Natureza e fomento para energias renováveis em favelas. (4) Garantir que favelas e comunidades consolidadas que desejem permanecer, possam fazê-lo com segurança e acesso a serviços de qualidade. (5) Garantir, nos assentamentos em que o reassentamento for desejado: moradia segura e adequada. (6) Investir em comunidades rurais, indígenas, quilombolas, caiçaras e outras comunidades tradicionais.
A RFS continuará a colher assinaturas até a COP30 em Belém, enviando a carta repleta de assinaturas para as autoridades mundiais presentes da conferência, e onde integrantes estarão para apresentar a Carta em espaços e eventos. Clique aqui para assinar a Carta COP30 das Favelas.
Favelas Geram Soluções
As ações da Rede Favela Sustentável acontecem sempre dentro dos territórios, nós por nós, sendo comunicadas através das mídias. Somente o Festival Favela Sustentável proporciona a chance do grande público ter contato direto com as diversas soluções geradas por favelas e outras comunidades periféricas do Grande Rio, numa grande feira de troca de experiências e saberes. Desde seu lançamento em 2017, a Rede Favela Sustentável vem crescendo a cada mês, realizando ações coletivas, dentro e entre as favelas participantes: trocas de conhecimentos, resgates de memória e pertencimento, construções de infraestrutura e tecnologias ambientais, pesquisas e incidência política. Não perca a chance de interagir conosco no festival!
PROGRAMAÇÃO
2° Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções Climáticas
Confira a programação! Atividades para crianças são indicadas com um ícone infantil
Data: 18 de outubro | Horário: 9-17h | Local: Fundição Progresso, Rua dos Arcos nº 24, Lapa, RJ
A programação de 2025 contempla 8 espaços …
Apresentações culturais, incluindo: Grupo Misturidades—percussão intergeracional da Casa de Santa Ana/Cidade de Deus; peças teatrais: ‘Rainha do Quariterê, do Brasil, do Mundo!; e ‘E Se a Gente Não Parar?’ pelo CDDH Petrópolis; Funk e Meio Ambiente do #EstudeoFunk; balé com coreografia sobre a História do Bailarino Negro da Comunidade que Dança em Broadway pela Cia. de Dança Juliana Coelho/Cordovil; Raiz de Baobá (CHAO); Sarau Literário do Sarau Ciranda da Rocinha; EDDI MC apresentando a cultura hip-hop (Baixada Nunca Se Rende); ‘180 NELES!’ do Oca do Viradouro/Niterói; e o Bloco Afro Orumilar (Ofareré Cultural).
Espaço voltado para saúde e alimentação é novidade na edição de 2025, com coletivos de favelas oferecendo almoços agroecológicos, vários diálogos sobre alimentação saudável e produção de alimentos, atividades de reconexão com a natureza, cuidado com a terra, oficina de bike, dinâmicas corporais e cânticas, capoeira, jogo de educação ambiental e gestão de resíduos.
Rodas de conversa sobre: o poder da memória, mobilização de recursos, impactos das mudanças climáticas, comunicação comunitária, como fazer cartografia social, ancestralidade afroliterária, saneamento básico, saúde e raça, e direito à água, entre muitos outros.
Espaço voltado para exposições também é novidade na segunda edição do festival, contemplando a história de favelas e periferias de todos os cantos da cidade: Memória Climática das Favelas (10 favelas), Museu das Remoções (Vila Autódromo), Fragmentos da Memória (Cerro Corá Moradores em Movimento), Mulheres Guerreiras (Museu de Favela/PPG), Detetives da Baía—Ciência Cidadã em Ação (Ecomuseu de Sepetiba), Memórias da Maré (Museu da Maré), Rocinha: Um Percurso Histórico por Imagens (Museu Sankofa/Rocinha), e Mulheres de Pedra: 25 Anos Costurando Coletivamente (Coletiva Mulheres de Pedra/Pedra de Guaratiba).
Oficinas manuais para adultos e crianças, entre elas: arte urbana, PANCs (plantas alimentícias não-convencionais), histórias de cordel, compostagem, mapeamento de paisagens emocionais, como montar um biodigestor caseiro, resgate de histórias e comunicação popular, biojóias, estações do ano e mudanças climáticas, artesanato e mais!
Cineclube e curso, contando com: amostras como ‘Natureza e Sonhos', ‘Raízes do Horto', ‘Lixo? Não é Lixo!', e ‘Baixada Nunca se Rende’. E a oficina de 2,5 horas: 5 ‘Indicadores de Adaptação Climática: A Geração Cidadã de Dados Para Conectar o Global ao Local’.
Espaços de cura trazendo: terapias ancestrais, coletivas e individuais; práticas integrativas de saúde ambiental e de reconexão com a natureza; diálogos sobre o SUS, rodas de acolhimento e atividades voltadas para o bem estar em tempos de crise climática, entre outros.
Stands, feira e oficinas de economia solidária ao longo de todo o dia no Espaço Feirante, com 50 barracas dedicadas à valorizar trocas de informações, produtos que geram renda de forma linda e ecológica, e experiências com os mais diversos coletivos populares
O Festival será uma celebração das iniciativas e vivências de cada um dos onze objetivos temáticos da Rede Favela Sustentável, proporcionando um espaço acolhedor e dinâmico para troca de saberes e fortalecimento de laços entre as comunidades e a cidade como um todo.
Sobre os Coletivos Integrantes
O 2º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções acontece através das atividades de mais de 140 coletivos socioambientais e aliados representando 100 favelas de todo o Grande Rio.
Veja a lista de favelas e periferias que farão parte da programação do Festival Favela Sustentável: 18 (Piedade), 4 Bicas (Complexo da Penha), Acari, Aço, Alemão, Antares, Arará, Areia Branca, Asa Branca, Ascurra, Beira Pica Pau Cordovil, Campos Elíseos, Casa Branca, Cerro Corá, Cidade de Deus, Colônia / Campo do 15, Complexo da Penha, Coroa, Coruja, Fogueteiro, Furquim Mendes, Galinha (Nova Campinas), Gato (Gradim), Gaúcha (Gramacho), Guararapes, Horto, Independência, Itacolomi, Jacarezinho, Jacutinga, Jardim Primavera, Luz, Macacos, Magarça, Mangueira, Maré, Muquiço, Parada São Jorge, Parque da Cidade (Gávea), Parque Paulista, Parque Royal, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Pedra de Guaratiba, Pedreira (Costa Barros), Porto da Pedra, Praça Seca, Providência, Queimados, Ramos, Rio das Pedras, Rocinha, Salgueiro, Santa Marta, Santíssimo, Sepetiba, Serrinha, Terra Nostra, Terreirão, Terreiro (Itaipuaçu), Tijuquinha, Tuiuti, Vidigal, Vigário Geral, Vila Alzira (Novo São Bento), Vila Autódromo, Vila Cruzeiro, Vila Isabel, Vila Kennedy, Vila São João, Vila Zulmira e Viradouro Santa Rosa.
Sobre a Rede Favela Sustentável
Desde 2017 a Rede Favela Sustentável vem crescendo, hoje formada por 1.000 integrantes, mobilizadores comunitários de mais de 300 favelas e aliados técnicos, trabalhando de forma integrada na luta por justiça climática e pela realização do potencial das favelas como modelos de comunidades sustentáveis.
Atuamos através de onze eixos (Justiça Climática, Educação Socioambiental, Políticas Públicas Participativas, Cultura e Memória Local, Soberania Alimentar, Saúde Coletiva, Economia Solidária, Direito ao Saneamento, Justiça Energética, Transporte Justo e Moradia Sustentável). Buscamos fomentar qualidades já existentes nas favelas para impulsionar, concretizar e amplificar o seu potencial. A RFS atua na perspectiva de favelas como fontes de soluções, inclusive, para a sustentabilidade humana, baseado no conceito de Desenvolvimento Comunitário com Base em Ativos, que tem como foco o desenvolvimento de moradores e o território de acordo com suas potências. Clique para saber mais sobre a rede e o FFS. A organização gestora da Rede Favela Sustentável é a Comunidades Catalisadoras (ComCat), vencedora do prêmio da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) em 2022, entre outros, pelo seu trabalho desde 2000, realizando projetos de suporte estratégico a mobilizadores de favelas do Grande Rio.
Apoio ao Festival
O 2º Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções Climáticas é realizado pela Rede Favela Sustentável com o apoio do re:arc institute e a parceria da Fundição Progresso e CEDAE. O evento de 2025 também está fazendo parte de três outras agendas essenciais pré-COP na cidade do Rio de Janeiro: a Virada Sustentável RJ, a 15a Semana de Agricultura Carioca e o Outubro Urbano da ONU Habitat.
Contato para Imprensa
WhatsApp: Assuntos gerais: (21) 972.538.748 ou Imprensa: (21) 991.976.444
Instagram: www.instagram.com/favelasustentavel
Email: rede@favelasustentavel.org
International/English: press@catcomm.org | +55-21-991976444
Onde e Quando?
2° Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções Climáticas
Confira a programação! Atividades para crianças são indicadas com um ícone infantil
Data: 18 de outubro de 2025
Horário: 09h às 17h
Local: Fundição Progresso, Rua dos Arcos, nº 24 - Lapa, Rio de Janeiro/RJ
Material para Imprensa (uso livre)
★ Programação Completa no Site
★ Carta COP30 das Favelas (com assinaturas) e em PDF
★ Formulário para Assinar a Carta COP30 das Favelas (e em inglês)
★ VÍDEO do 1º Festival [uso liberado, desde que para cobertura desta pauta e atribuição à Rede Favela Sustentável/ComCat]
★ FOTOGRAFIAS do 1º Festival [uso liberado, desde que para cobertura desta pauta e atribuição à Rede Favela Sustentável/ComCat]
Conheça a Programação do 2o Festival Favela Sustentável!
Marcado para sábado, 18 de outubro, o 2º Festival Favela Sustentável acontecerá na Fundição Progresso, Lapa, Centro do Rio de Janeiro, com espaços para diversas atividades simultâneas ao longo deste grande dia. Com o foco no tema 'Favela no Centro das Soluções Climáticas' e este ano pautando a COP30, teremos diversas atividades organizadas por dezenas de coletivos de favelas de todo o Grande Rio.
Conheça a programação completa abaixo:
‘Só Vamos Conseguir Juntos. Isolado, a Gente É Fraco’: Mutirão de Limpeza Recupera Espaço Verde no Complexo da Coreia
No dia 21 de setembro, o Complexo da Coreia, Senador Camará, Zona Oeste do Rio de Janeiro, realizou um mutirão de limpeza no espaço verde do Caminho Anes Dias. A atividade contou com membros da Tropa do Amor, projeto socioambiental do complexo, membros da Terra Afetiva, e voluntários moradores do território e de fora. A atividade, que também incluiu um sarau cultural, integrou a Virada Cultural Amazônia de Pé 2025 e a Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável*.
Apesar do dia quente e ensolarado de domingo, não faltou disposição entre os participantes, que começaram a todo vapor com a retirada de resíduos do Caminho Anes Dias. A ideia inicial da atividade, era preparar o espaço para receber mudas de árvores frutíferas e transformá-lo em um ambiente de lazer para seus vizinhos.
Fernando dos Santos, mobilizador local e integrante da Terra Afetiva e da Tropa do Amor, conta como idealizaram a iniciativa.
“Eu já trabalho com cultura há algum tempo. Sou músico, trabalho com arte, e também já pesquisava e mexia com horta, com medicina ancestral também. Comecei a movimentar agora a ecologia aqui na área, que tem pouco projeto, que não tem muita ação desse tipo. Essa primeira ação a gente está visando limpar a área, tirar o lixo e plantar mudas, frutíferas, justamente para… as crianças colherem, e acima de tudo para incentivar também um cuidado coletivo com a área. Essa é uma área que não tem nenhuma praça, é uma rua sem saída, meio isolada. No final tem umas áreas verdes, [sem] brinquedo. A gente está visando também melhorar [neste sentido].” — Fernando dos Santos
SALVE A DATA! O 2o Festival Favela Sustentável acontece dia 18/10!
Marcado para sábado, 18 de outubro, o 2º Festival Favela Sustentável acontecerá na Fundição Progresso, Lapa, Centro do Rio de Janeiro, com espaços para diversas atividades simultâneas ao longo deste grande dia. Com o foco no tema 'Favela no Centro das Soluções Climáticas' e este ano pautando a COP30, teremos diversas atividades organizadas por dezenas de coletivos de favelas de todo o Grande Rio.
Durante julho e agosto recebemos, analisamos e conseguimos montar uma programação que conta com 145 atividades (quase 50% a mais do que no ano passado)!
Lançaremos a “Carta COP30 das Favelas” em coletiva de imprensa, teremos apresentações culturais, feira, rodas de conversa, espaços de cura, oficinas manuais, exposições e uma área voltada para saúde e soberania alimentar—tudo aberto ao grande público! É só chegar!
Em Rio das Pedras, Exposição de Memória Climática das Favelas ‘Muda a Visão Que a Gente Tem Sobre Nosso Pertencimento’
Espaço Semeando Amor foi o primeiro de Rio das Pedras a circular a exposição ‘Memória Climática das Favelas’ no território. Foto: Bárbara Dias
Após seu tour por Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro, em agosto, a exposição ‘Memória Climática das Favelas‘ chega em Rio das Pedras, na Zona Oeste. Com um tour organizado pelos coletivos comunitários Conexões Periféricas RP, Semeando Amor e Recanto da Areinha, a exposição fica disponível aos moradores entre 1 e 14 de setembro, circulando por importantes projetos, espaços culturais, escolas e sedes de coletivos do território.
De forma interativa e afetiva, com relatos inéditos e dados históricos, a ‘Memória Climática das Favelas’ apresenta as relações entre clima, natureza e território de dez favelas fluminenses. Em Rio das Pedras, o tour seguirá o seguinte trajeto: Semeando Amor (dias 1-2 de setembro), Recanto da Areinha (dia 3), CAIC Euclides da Cunha (dias 4-5), Pré-Vestibular comunitário (dia 6), Cine e Rock (dia 7), Centro Cultural Celinho (dia 9), GET Mestre Diego Braga (GET de Rio das Pedras) (dia 10), EDI Professora Emília Maria Vieira de Oliveira (Rua Velha) (dias 12-13) e Feira Engenheiro (dia 14), passando por todas as regiões da quinta maior favela do Brasil.
O espaço do Semeando Amor sediou a estreia da exposição em Rio das Pedras, no dia 1. O morador e articulador, Fernando Barros, que conduziu a roda de memória climática de Rio das Pedras, em setembro de 2024, que gerou os depoimentos de Rio das Pedras inclusos na exposição, contextualizou o processo de construção junto dos moradores.
“O dia da conversa da roda de memória, pra mim, muito interessante e muito importante pro coletivo. Foi essencial para nossa formação coletiva, nosso fortalecimento. Algumas carinhas conhecidas na roda de conversa, de algumas pessoas bem queridas, nesse dia eu tive a oportunidade de conhecer uma parte da minha terra, do Rio das Pedras, [através delas]. Compartilharam naquele momento [um] pedaço da nossa história de batalha. Eu já tinha um carinho por essas pessoas, só que saber que eles fizeram parte de uma luta, de uma resistência, de uma conquista… muda pra gente a visão que a gente tem sobre algumas pessoas e a visão que a gente tem sobre o nosso pertencimento aqui na favela.” — Fernando Barros
Maria Wellen, moradora do Rio das Pedras e voluntária do Semeando Amor e do coletivo Conexões Periféricas RP, compartilhou sua experiência como participante da roda de memória climática.
“Na roda, eu lembro da gente ter falado… [da] ansiedade climática. A gente citou tópicos importantíssimos e aqui, nessa exposição, eu estou até encarando ela ali: a Bacia das Memórias. [Ali na instalação] tem fotos reveladas de acontecimentos importantes para cada local (favela). E ali, tocando em umas fotos que tem do Rio das Pedras, que… falam bastante dessas ansiedades climáticas, desabamento, locais que queimaram… Acho que é bastante importante para colocar você na realidade, tirar um pouco daquele ‘ah, não, é passado’. E ali, está bem ali do seu lado, você vendo o que aconteceu. A gente ouve, assim, como se fosse um mito. E aí, vendo [as fotos] a gente se toca [de que] realmente aconteceu, né?” — Maria Wellen
Carta COP30 das Favelas Mencionada na Globo NEWS
No dia 01 de setembro de 2025, a repórter Flávia Oliveira fala da Carta COP30 das Favelas no G1, um marco importante para a repercussão da nossa carta.
Acari Circula Exposição ‘Memória Climática das Favelas’ em Espaços Emblemáticos da Favela
Atraindo moradores de Acari de diferentes gerações, a exposição convida à interação com fotos históricas das favelas participantes. Foto: Luiza de Andrade
Após sua inauguração em maio, a exposição Memória Climática das Favelas, desenvolvida por 11 museus de favela integrantes da Rede Favela Sustentável,* agora circula por favelas onde foram realizadas as rodas de conversa que a geraram, e acaba de passar duas semanas emocionantes em Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, entre 16 e 29 de agosto, o projeto que, de forma inédita, apresenta as relações entre clima, natureza, afeto e território, circulou por três espaços emblemáticos da comunidade: o Espaço Cultural Mães de Acari, sede do Coletivo Fala Akari, anfitriã local da iniciativa; o CIEP Rainha Nzinga de Angola; e a Associação de Moradores do Complexo de Acari.
Buba Aguiar, socióloga, comunicadora popular e integrante do Coletivo Fala Akari, destacou a relevância da exposição aportar em vários locais da comunidade.
“Nós pensamos que, quanto maior o tempo em que ficasse aqui no território, iria um número maior de pessoas de todas as faixas etárias possíveis, que seriam contempladas na exibição. Então nós fizemos a abertura no nosso espaço sede, o Espaço Cultural Mães de Acari, que é um espaço onde a gente reivindica a memória há muitos anos, passando aí pela memória das Mães de Acari, memórias de chacinas ocorridas há décadas, mas também das violências atuais.
Então como não pensar na abertura de uma exposição chamada Memória Climática das Favelas no nosso espaço cultural? Porém, entendendo também que a gente tem uma rede de aparelhos de educação pública aqui, nós fizemos contato com a equipe do CIEP Rainha Nzinga de Angola. Apresentamos a possibilidade de ter a apresentação da exposição neste colégio, e foi de uma receptividade muito grande…
E, por fim, o último local [que sediou] a exposição foi a Associação de Moradores, [outro] ponto de extrema importância dentro da nossa favela. É na Associação de Moradores que se discutem diversas questões de planejamento urbano dentro da favela, a questão sanitária, a questão de segurança alimentar. Eles têm uma cozinha comunitária. É onde ficam armazenadas algumas ferramentas de manutenção dos esgotos, manutenção de bueiros. É também onde a gente tem essa parceria, quando a gente faz as nossas ações de apoio a enchentes, como aconteceu há alguns anos. Esse ano não foi diferente.
Então esse trajeto com diversos aparelhos que são importantes aqui para o nosso território [é fundamental].” — Buba Aguiar
Conheça a Carta COP30 das Favelas
Ao longo do primeiro semestre de 2025, mais de 100 integrantes e aliados da Rede Favela Sustentável, no Rio de Janeiro e fora, construíram esta carta-manifesto, uma Carta Aberta de Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas de Todo o Mundo para as Autoridades Globais Presentes na COP30: bit.ly/AssineCartaCOP30.
Agora a carta está pronta para receber assinaturas de toda Rede Favela Sustentável e grupos aliados! Assine quanto pessoa ou quanto organização/coletivo. Caso assine quanto organização não esqueça de nos enviar a logo para incluirmos na carta final. Iremos colher assinaturas de todo o Brasil e do mundo, lançando a carta em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro em outubro e em Belém, na COP30, em novembro.
Pesquisa de História Oral Inédita Gera Exposição ‘Memória Climática das Favelas’, Cujo Lançamento Traz Afetividade para Relação entre Clima, Natureza e Território [VÍDEO]
Fruto de uma construção coletiva que durou mais de três anos, a exposição completa ‘Memória Climática das Favelas’ foi inaugurada no sábado, 03 de maio, no Museu da Maré. Organizada pela Rede Favela Sustentável (RFS)*, a exposição é resultado de uma pesquisa inédita de história oral coletiva, que sistematizou 1.145 depoimentos de 382 moradores de dez favelas da capital fluminense. O projeto foi desenvolvido por onze museus e coletivos de memória de favelas integrantes da RFS: Museu da Maré, Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (realizador da roda de Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo de Memórias do Vidigal, Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu do Horto, Fala Akari (Acari), Conexões Periféricas (Rio das Pedras) e o Museu das Remoções, com apoio especial do Përɨsɨ (Laboratório de Ecologia, Conhecimento e Democracia da Universidade Federal Fluminense) e com apoio da Climateworks Foundation, Instituto Clima e Sociedade (iCS), e re:arc institute.
Lançamento Completo Realizado no Museu da Maré, Local da Primeira Roda
Tema de matéria no The Guardian, “Como Lembranças de Água Limpa, Sapos e Ar Puro Podem Ajudar a Salvar as Favelas do Rio de Futuros Desastres Climáticos“, no Bom Dia Favela e mais oito meios de comunicação, a exposição “Memória Climática das Favelas“, lançada há um mês no Museu da Maré está repercutindo. Os organizadores relatam já convites para levar a expo para o saguão da Fiocruz, o Congresso Nacional, e COP30. Mas, antes disso, irá circular nos próximos meses por algumas de suas favelas realizadoras: Maré, Acari, Rio das Pedras, Cidade de Deus e Vidigal.
A inauguração da exposição completa em 03 de maio—que desde sua primeira versão lançada em 2023 mais do que dobrou de tamanho—contou com a presença de 320 pessoas de todas as regiões do município do Rio de Janeiro, Baixada e Leste Fluminense, vários estados brasileiros e outros países. Além da imprensa, haviam la estudantes, mobilizadores de diversas favelas, crianças, pesquisadores e autoridades.
Visitante tira foto do banner destacando as falas mais emblemáticas da roda de memória climática realizada pelo Coletivo Fala Akari em Acari. Foto: Alexandre Cerqueira
Todos se reuniam para aprender, comemorar e refletir sobre a história do Rio de Janeiro, contada de forma inovadora, profunda, coletiva, e urgente, através de centenas de vozes faveladas que viveram a fundação e construção de suas favelas.
A exposição imperdível, que fica aberta ao público até 30 de julho na galeria temporária do Museu da Maré (agende sua visita aqui), contempla diversos materiais.
Começa por 13 banners contando a história da exposição e destacando as falas emblemáticas de cada uma das 10 grandes rodas de memória climática realizadas pelos museus e projetos de memória comunitários responsáveis.
O coração da exposição é composto por uma extensa linha do tempo com 60 painéis construídos a partir de datas identificadas ao longo das rodas de memória climática nas dez favelas participantes. Foram elas as três maiores favelas do município (Rocinha, Rio das Pedras e Complexo da Maré), favelas marcadas por graves impactos climáticos (Acari, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), outras que se tornaram destinos para deslocados climáticos (Antares e Cidade de Deus), e ainda comunidades com projetos exemplares de coexistência com a natureza (Horto e Complexo da Penha). As cores dos painéis refletem qual comunidade gerou o registro histórico, com tons de azul oriundos da Zona Norte, de terra da Zona Sul e verdes da Zona Oeste. Em ordem cronológica, são apresentados os acontecimentos marcantes das histórias das favelas—e efetivamente de toda a cidade—desde o século XVI até 2024.
The Guardian: How memories of clean water, frogs and fresh air could help save Rio’s favelas from future climate disaster
Read the original article by Júlia Dias Carneiro, in English, in The Guardian here.





