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Mutirão na Horta dos Prazeres Resgata Saberes Ancestrais e Celebra ‘Tecnologia Mais Antiga do Mundo: Colocar a Semente na Terra, Ter Paciência, Cuidado e Se Alimentar Dela’

Parte dos participantes do Mutirão na Horta dos Prazeres, no Morro dos Prazeres, onde foram feitas a manutenção do espaço, plantio de mudas de hortaliças e aula de yoga para mulheres, dentre outras atividades. Foto: Bárbara Dias

O mutirão na Horta dos Prazeres, no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, na região central do Rio, reuniu cerca de 30 pessoas no dia 5 de setembro. Além da revitalização e manutenção do espaço, o evento contou com uma programação que incluiu oficina de iscas para abelhas sem ferrão, produção de brotos, troca de sementes, prática de yoga para mulheres, atividades com crianças e um lanche colaborativo. Estiveram presentes alguns coletivos que atuam no território do Morro dos Prazeres: Saberes da Natureza, Raízes dos Prazeres, Favela-Parque RJ e Instituto Evolux. O evento fez parte da Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável (RFS)*.

Antes dos trabalhos começarem, houve uma breve roda de apresentação do projeto da Horta dos Prazeres, com algumas falas de lideranças e pessoas diretamente envolvidas no trabalho no local. Wellington Fyah, MC e cantor, culinarista na Indústria Vital de Alimentos e agricultor na Horta dos Prazeres, iniciou sua fala explicando a importância da reconexão com os saberes ancestrais, como o plantio de alimentos: 

“A gente tá resgatando esse conhecimento, que a gente vem com o tempo perdendo… um conhecimento milenar e ancestral, que é a tecnologia mais antiga do mundo, que é colocar a semente na terra, ter a paciência, o cuidado e se alimentar dela. Então, é um momento de resgate. E a horta, para mim, simboliza isso… Eu acho que o reconhecimento do lugar onde você habita é muito importante, seja a gente se reconhecer quando a gente tiver dentro da nossa casa ou com o que tem ao redor. Acho que as plantas trazem isso. Elas trazem essa questão da gente se olhar [através delas]. Olhar uma planta é a gente se ver. Ver o crescimento do que a gente plantou é ver o nosso crescimento também.”

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Do Concreto ao Alimento: Mutirão Transforma Reservatório Abandonado em Horta Comunitária no Complexo do Alemão

Parte dos participantes do mutirão de plantio organizado pela Dona Josefa no Complexo do Alemão an final da atividade. O encontro realizou a manutenção do espaço, a construção de novos canteiros e o plantio de aproximadamente 600 mudas de hortaliças e de plantas floriferas. Foto: Bárbara Dias

Os canteiros da Horta Comunitária João Bosco, no Complexo do Alemão, receberam o carinho de 30 voluntários no dia 8 de agosto para um mutirão de revitalização organizado pela Josefa Maria da Conceição, a inspiradora e muito querida Dona Josefa. A horta fica localizada em cima de um reservatório de água desativado e vem transformando uma área de concreto, antes improdutiva, em espaço de cultivo e produção de alimentos na favela.

Estiveram presentes na atividade coletivos que participam da Comissão do Meio Ambiente do Alemão, do Fórum do Plano de Ação Popular CPX, Telhado Verde Agroecológico, Verde Vale a Luta, Verdejar Socioambiental, Associação de Moradores do Reservatório, além de integrantes da Rede Favela Sustentável (RFS)* e aliados técnicos do MUDA – Mutirão de Agroecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Visão Coop. O mutirão integrou a Agenda Coletiva da RFS.

Dona Josefa, educadora ambiental, agricultora agroecológica no Complexo do Alemão e integrante da Comissão do Meio Ambiente do Alemão, capitaneou os trabalhos com a disposição e conhecimento de matriarca do território:

“O objetivo é fortalecer esse espaço e também fortalecer o trabalho do Denner. A gente não pode ficar parada e trabalhar sozinha. E sim juntar o povo também para trabalhar junto conosco… A gente, como faz parte do Fórum do Plano de Ação Popular CPX e também da Comissão do Meio Ambiente do Complexo do Alemão, todo mês faz uma reunião. E aí, viemos fortalecer esse espaço logo no início.”

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Mutirão Agroecológico com os Povos das Águas Reúne Coletivos para Plantio e Inauguração da Feira da Praia do Remanso em Suruí, Magé

Participantes do Mutirão Agroecológico com os Povos das Águas em Magé, Suruí na Praia do Remanso. Apesar da distância da capital, o evento contou com a participação de aproximadamente 70 pessoas vindas de diversos territórios do Grande Rio. Foto: Bárbara Dias


O Mutirão Agroecológico com os Povos das Águas, realizado na sede da Associação dos Pescadores da Praia do Remanso (APAR) em Suruí, Magé, município da Baixada Fluminense, reuniu moradores, pescadores, ativistas e educadores ambientais para a construção da horta comunitária na sede da APAR e inauguração da Feira do Remanso. O encontro fez parte da Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável (RFS)* e proporcionou um espaço de articulação entre diversos coletivos, como o Coletivo Manga, Bora com Queiroga, Edixe Acessórios, Horse Love Terapias, Horta Pedagógica Ana Alice, Instituto Mirindiba, Aldeia Maracanã e Movimento Baía Viva.

Andre Luiz, pescador artesanal e presidente da APAR, explica a importância da reunião dos coletivos nesse dia de atividades na sede da associação:

“É muito importante o nosso trabalho aqui em Magé para fortalecer as pessoas locais, o comércio e a consciência socioambiental que a gente está lutando para preservar cada vez mais. O nosso terreno, o nosso quintal, de onde a gente tira o sustento. Eu também sou pescador artesanal e a gente precisa da Baía de Guanabara, a gente precisa não poluir tanto, e que isso vá sendo reproduzido para muitas pessoas, para a gente poder salvar o nosso planeta. Porque o nosso planeta está morrendo, e não tem mais tempo a perder. É consciência ambiental 24 horas por dia.”

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10 Anos Após Remoção Mais Conhecida do Rio Pré-Olímpico, Mutirão de Protagonismo Feminino Cuida da Memória da Vila Autódromo

O Museu das Remoções realizou um mutirão de limpeza e manutenção ambiental, uma ação de cuidado com a memória do território. Foto: Alexandre Cerqueira

Dez anos após a conclusão do período traumático de remoções olímpicas no Rio de Janeiro, que impactou 80,000 pessoas em toda a cidade, a comunidade Vila Autódromo, na Zona Sudoeste ao lado do Parque Olímpico, continua como referência de luta. Das 600-700 famílias que moravam no local antes das Olimpíadas de 2016, ao final permaneceram 3%, ou 20. E mais de 80% da área original hoje é coberta por capim e árvores, manutenção que cai sobre os moradores remanescentes.

Na manhã de sábado, dia 11 de abril, uma ação coletiva de cuidado—tradição de longa data—em uma área verde da comunidade evidenciou a mobilização em prol do local e do Museu das Remoções. O mutirão representa o cuidado com a memória do território e se coloca como uma resposta à falta de cuidados por parte da Prefeitura. Moradores, voluntários e parceiros se reuniram para garantir, com as próprias mãos, a manutenção do percurso expositivo do Museu das Remoções. A atividade integrou a Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável.*

“Em maio, a gente tem a comemoração de dez anos da permanência da comunidade. Dez anos dessa vitória da Vila Autódromo! A gente tem [também] a comemoração dos dez anos da criação do Museu das Remoções e a gente tem um percurso de memórias construído pelo museu, que é uma iniciativa premiada pelo IPHAN e visitada internacionalmente. Mas o percurso estava encoberto pelo mato, por falta de manutenção da Comlurb. Essa é uma forma de gerar uma sensação de abandono e de insegurança. [Por isso estamos aqui hoje capinando e limpando, para realizar a comemoração!]” — Sandra Maria

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Escola Premiada por Sua Vocação Verde, GET Brant na Penha, Promove Mutirão na Horta e Educação com Jovens Protagonistas Ambientais

Alunos da GET Brant Horta em mutirão. Foto: Amanda Baroni

Há dois anos, o retorno às aulas no Ginásio Educacional Tecnológico Brant Horta, localizado no bairro da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, começa de uma forma especial: com a realização de um mutirão na horta comunitária da escola.

A ação conta com o apoio de Vilson Luiz, guia de turismo e educador ambiental da Penha responsável por coordenar o projeto, e a Frente Penha. No dia 5 de março reuniram alunos, professores e parceiros ambientais em ritual de boas-vindas aos novos alunos. O evento, atividade de março da agenda coletiva da Rede Favela Sustentável (RFS)*, reuniu também voluntários ambientais, como Edvana do Nascimento, membro da Ação da Cidadania, Mara Lúcia Araújo, membro do coletivo Mulheres Positivas, Franklin Ramos, educador ambiental, Eliana Ramos, empreendedora da Edixe Acessórios, Lucia Helena Barbosa, da Cooperativa Transvida e Maria José da Silva.

Meio Ambiente Como Ferramenta Educativa

Como já publicado pelo RioOnWatch, a região do Complexo da Penha é uma das principais ilhas de calor da cidade. Preocupado com essa realidade, o GET Brant Horta iniciou o trabalho de conscientização dos alunos, realizando ações práticas de cuidado e preservação no entorno da escola, estimulando o sentimento de pertencimento. 

No ano de 2024, durante a semana do meio ambiente, alunos e professores mobilizaram um mutirão no Parque Ary Barroso para revitalizar o local, que se encontrava sem atividades. Marjorie Guimarães, diretora do Ginásio Educacional Tecnológico Brant Horta, relembra:

“A gente chegou a fazer plantio lá [no Parque Ary Barroso]. A ideia de trazer a comunidade para a escola ou ir lá na comunidade, é para melhorar o comportamento deles, para entenderem que não pode depredar, não pode quebrar.”

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‘A Gente Tá Plantando o Futuro’: Mutirão de Reflorestamento no Salgueiro Recupera Área de Queimada e com Risco de Deslizamento com Árvores Frutíferas Nativas da Mata Atlântica

Além de promover a troca de conhecimentos entre moradores, mobilizadores e voluntários, o mutirão do Tempo de Plantar teve por objetivo assegurar a efetiva recuperação ambiental. Foto: Amanda Baroni

No dia 7 de dezembro, agentes ambientais, mobilizadores locais, moradores e visitantes se reuniram no Morro do Salgueiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, para um mutirão de replantio na região de Mata Atlântica da comunidade. Realizada pelo núcleo do Movimento Regenerativo Tempo de Plantar do próprio Salgueiro, a atividade fez parte da Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável (RFS)*, tendo como intuito recuperar a região chamada Caixa D’água de Faustino. Localizada em um dos pontos mais altos do Salgueiro, a área de replantio é frequentemente afetada por queimadas e sujeita a deslizamentos.

Robson Basílio, morador responsável do Tempo de Plantar do Salgueiro, explica que esta ação é fundamental para reduzir o calor e evitar deslizamentos na comunidade, eventos comuns na região durante o verão.  

“A gente vem, planta… Sempre tô arrumando mudas de árvores e plantando, mesmo sem ação. Tô mais de 20 anos nisso aí, nessa correria aí. A gente procura sempre plantar. Eu chego com 10 mudinhas, cinco, vou lá [plantar ao longo da comunidade] e pronto. Não podemos deixar lugares sem elas, porque, quando nós chegamos ao mundo, elas já estavam aqui. Então, a gente tem que preservar.” — Robson Basílio

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Saberes Ancestrais e Laços Comunitários Germinam na Horta Social do Complexo do Arará com Objetivo de ‘Resgatar a Ancestralidade… Trazê-los para uma Lógica de Integração com a Natureza’

Mutirão de plantio de alface, couve e arruda no espaço verde da horta comunitária. Moradoras do Complexo do Arará participam de vivências que proporcionam bem-estar e fortalecimento dos laços comunitários. Foto: Bárbara Dias

A comunidade do Parque Arará, no Complexo do Arará em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro, reuniu-se na manhã do 07 de outubro para um mutirão de plantio de mudas e uma ação de fortalecimento de sua educação socioambiental. Desenvolvida pelo Movimento Mulheres Parque Horácio em parceria com a Clínica da Família Medalhista Olímpico Maurício Silva, a atividade proporcionou à comunidade uma potente troca de conhecimentos sobre agroecologia e ervas medicinais: tudo na Horta Social Lilian Cecília, um espaço verde em meio à favela.

Integrando a Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável*, a atividade contou com o apoio de aliados técnicos, como professores e pesquisadores, somando com os moradores e mobilizadores do Complexo do Arará. Maria Aparecida Vieira, ou Tia Cida, como é conhecida a mobilizadora comunitária e fundadora do Movimento Mulheres Parque Horácio, explica as origens do projeto.

“Eu que trouxe a horta para cá. Eu sou uma liderança comunitária e eu tenho um projeto no Parque Horácio, que é o Movimento de Mulheres do Parque Horácio. O professor Sérgio Anversa nos ajudou a iniciar a horta, e agora a gente vai dar continuidade. A horta é da gente, daqui da comunidade, são plantas medicinais.” — Maria Aparecida Vieira

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‘Só Vamos Conseguir Juntos. Isolado, a Gente É Fraco’: Mutirão de Limpeza Recupera Espaço Verde no Complexo da Coreia

Mutirão de limpeza deu o pontapé inicial para a conservação e o reflorestamento do espaço verde do Caminho Anes Dias, no Complexo da Coreia. Foto: Bárbara Dias

No dia 21 de setembro, o Complexo da Coreia, Senador Camará, Zona Oeste do Rio de Janeiro, realizou um mutirão de limpeza no espaço verde do Caminho Anes Dias. A atividade contou com membros da Tropa do Amor, projeto socioambiental do complexo, membros da Terra Afetiva, e voluntários moradores do território e de fora. A atividade, que também incluiu um sarau cultural, integrou a Virada Cultural Amazônia de Pé 2025 e a Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável*.

Apesar do dia quente e ensolarado de domingo, não faltou disposição entre os participantes, que começaram a todo vapor com a retirada de resíduos do Caminho Anes Dias. A ideia inicial da atividade, era preparar o espaço para receber mudas de árvores frutíferas e transformá-lo em um ambiente de lazer para seus vizinhos.

Fernando dos Santos, mobilizador local e integrante da Terra Afetiva e da Tropa do Amor, conta como idealizaram a iniciativa.

“Eu já trabalho com cultura há algum tempo. Sou músico, trabalho com arte, e também já pesquisava e mexia com horta, com medicina ancestral também. Comecei a movimentar agora a ecologia aqui na área, que tem pouco projeto, que não tem muita ação desse tipo. Essa primeira ação a gente está visando limpar a área, tirar o lixo e plantar mudas, frutíferas, justamente para… as crianças colherem, e acima de tudo para incentivar também um cuidado coletivo com a área. Essa é uma área que não tem nenhuma praça, é uma rua sem saída, meio isolada. No final tem umas áreas verdes, [sem] brinquedo. A gente está visando também melhorar [neste sentido].” — Fernando dos Santos

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‘Lixo? Não é Lixo!’ Mutirão Ambiental em Barros Filho Denuncia Descaso Público e Propõe Lixo Como Fonte de Renda

Diversos pontos de lixo acumulado nos conjuntos residenciais de Barros Filho. Foto: Amanda Baroni Lopes

Em 2025, o 1° de maio, o Dia do Trabalhador foi diferente no Conjunto Residencial Haroldo de Andrade, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Reunindo cerca de 30 pessoas, entre elas homens e mulheres, adultos e crianças, moradores e participantes de movimentos e organizações ambientais, o mutirão “Lixo? Não é lixo!” recolheu 15 sacos de 200 litros com resíduos sólidos e seis sacos com resíduos recicláveis no entorno do conjunto residencial. Além disso, o mutirão promoveu o plantio de 29 mudas de árvores frutíferas, duas mudas de Pau-Brasil e dois canteiros de coentro no espaço agroambiental da comunidade, onde é feito o reaproveitamento de resíduos para plantio. 

Segundo Nélio Lopes, responsável pelo Projeto Socioeducativo Sustentável Haroldo de Andrade (PSSHA), a iniciativa teve por objetivo reivindicar a prestação do serviço de coleta na conjunto residencial, que sofre com o descaso da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

“Devido a esse abandono do governo e a falta de uma liderança, nós estamos hoje passando por um grande problema, que é a questão do lixo. E eu não culpo os moradores pela questão do lixo estar tão abandonada [sem o descarte correto por parte da comunidade], porque nós não temos os contêineres de lixo da Prefeitura.” — Nélio Lopes

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A Gente Só Tem Dignidade Quando a Favela e a Comunidade Se Tornam Sustentáveis’: Mutirão Preserva Agrofloresta no Morro da Providência

Participantes do mutirão retiraram 20 sacos de lixo da agrofloresta do Morro da Providência. Foto: Bárbara Dias

A agrofloresta do Morro da Providência, no Centro do Rio, pulsa com mais saúde desde 12 de julho. Nesta data, o espaço comum da comunidade, conhecido como Java, recebeu um mutirão de limpeza e manutenção organizado por integrantes da Providência Agroecológica. Divulgado pela Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável* e outros coletivos, a ação contou também com o apoio de uma agente comunitária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima e agentes de limpeza da Comlurb. Ao final do mutirão, 20 sacos de lixo foram retirados da agrofloresta.

Desde 2013, a Providência Agroecológica desenvolve o território e fortelece o pertencimento dos moradores do Morro da Providência. Sua sede conta com mais de 1.200 espécies vegetais. Articulando o desenvolvimento comunitário com agroecologia, educação socioambiental, saúde e bem-estar da comunidade, o projeto é coordenado por Alessandra Roque, mateira e raizeira, moradora da Providência desde 1997, e Lorena Portela, engenheira ambiental de Niterói. A sede é situada em um espaço verde acima do Túnel João Ricardo. Alessandra explica a dinâmica dos mutirões de limpeza, que acontecem mensalmente com o objetivo de manutenção do espaço.

“Aqui, como é aberto para todas as pessoas, é mais difícil manter limpo… É um trabalho de formiguinha: uma vez por mês a gente faz o mutirão. Cada mês depende muito: o mês [que] tem muita gente no mutirão, a gente tira muita coisa. O mês que tem pouca [gente], a gente tira menos, porque é um trabalho muito cansativo. Abaixa, levanta, abaixa, levanta e o peso… No mês passado, a gente teve [mais] ajuda e aí a gente tirou 68 sacos de lixo, incluindo os entulhos… Se você levar em conta que a gente não deixa aumentar [a quantidade de lixo], já está de bom tamanho.” — Alessandra Roque

O mutirão se dedicou à retirada de lixo inorgânico, como sacolas e embalagens plásticas. Os materiais orgânicos, como sobras de capina e podas de árvores, permanecem no espaço, sendo reutilizados como adubo pelas próprias plantas da agrofloresta.

O trabalho de limpeza e manutenção da agrofloresta encontra muitos desafios. Alessandra enumera dificuldades com alguns moradores, pessoas em situação de rua e com o poder público. Durante o mutirão, ela denunciou o descaso de uma obra recente da Prefeitura, que, ao construir um corrimão para a escada de acesso à comunidade, deixou lixo no canteiro.

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