Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

‘Só Vamos Conseguir Juntos. Isolado, a Gente É Fraco’: Mutirão de Limpeza Recupera Espaço Verde no Complexo da Coreia

Mutirão de limpeza deu o pontapé inicial para a conservação e o reflorestamento do espaço verde do Caminho Anes Dias, no Complexo da Coreia. Foto: Bárbara Dias

No dia 21 de setembro, o Complexo da Coreia, Senador Camará, Zona Oeste do Rio de Janeiro, realizou um mutirão de limpeza no espaço verde do Caminho Anes Dias. A atividade contou com membros da Tropa do Amor, projeto socioambiental do complexo, membros da Terra Afetiva, e voluntários moradores do território e de fora. A atividade, que também incluiu um sarau cultural, integrou a Virada Cultural Amazônia de Pé 2025 e a Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável*.

Apesar do dia quente e ensolarado de domingo, não faltou disposição entre os participantes, que começaram a todo vapor com a retirada de resíduos do Caminho Anes Dias. A ideia inicial da atividade, era preparar o espaço para receber mudas de árvores frutíferas e transformá-lo em um ambiente de lazer para seus vizinhos.

Fernando dos Santos, mobilizador local e integrante da Terra Afetiva e da Tropa do Amor, conta como idealizaram a iniciativa.

“Eu já trabalho com cultura há algum tempo. Sou músico, trabalho com arte, e também já pesquisava e mexia com horta, com medicina ancestral também. Comecei a movimentar agora a ecologia aqui na área, que tem pouco projeto, que não tem muita ação desse tipo. Essa primeira ação a gente está visando limpar a área, tirar o lixo e plantar mudas, frutíferas, justamente para… as crianças colherem, e acima de tudo para incentivar também um cuidado coletivo com a área. Essa é uma área que não tem nenhuma praça, é uma rua sem saída, meio isolada. No final tem umas áreas verdes, [sem] brinquedo. A gente está visando também melhorar [neste sentido].” — Fernando dos Santos

Leia mais
Atividades Guest User Atividades Guest User

SALVE A DATA! O 2o Festival Favela Sustentável acontece dia 18/10!

Marcado para sábado, 18 de outubro, o 2º Festival Favela Sustentável acontecerá na Fundição Progresso, Lapa, Centro do Rio de Janeiro, com espaços para diversas atividades simultâneas ao longo deste grande dia. Com o foco no tema 'Favela no Centro das Soluções Climáticas' e este ano pautando a COP30, teremos diversas atividades organizadas por dezenas de coletivos de favelas de todo o Grande Rio.

Durante julho e agosto recebemos, analisamos e conseguimos montar uma programação que conta com 145 atividades (quase 50% a mais do que no ano passado)!

Lançaremos a “Carta COP30 das Favelas” em coletiva de imprensa, teremos apresentações culturais, feira, rodas de conversa, espaços de cura, oficinas manuais, exposições e uma área voltada para saúde e soberania alimentar—tudo aberto ao grande público! É só chegar!


Data: 18/10/2025

Horário: 9-17h

Local: Fundição Progresso

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Em Rio das Pedras, Exposição de Memória Climática das Favelas ‘Muda a Visão Que a Gente Tem Sobre Nosso Pertencimento’

Espaço Semeando Amor foi o primeiro de Rio das Pedras a circular a exposição ‘Memória Climática das Favelas’ no território. Foto: Bárbara Dias

Após seu tour por Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro, em agosto, a exposição ‘Memória Climática das Favelas‘ chega em Rio das Pedras, na Zona Oeste. Com um tour organizado pelos coletivos comunitários Conexões Periféricas RP, Semeando Amor e Recanto da Areinha, a exposição fica disponível aos moradores entre 1 e 14 de setembro, circulando por importantes projetos, espaços culturais, escolas e sedes de coletivos do território.

De forma interativa e afetiva, com relatos inéditos e dados históricos, a ‘Memória Climática das Favelas’ apresenta as relações entre clima, natureza e território de dez favelas fluminenses. Em Rio das Pedras, o tour seguirá o seguinte trajeto: Semeando Amor (dias 1-2 de setembro), Recanto da Areinha (dia 3), CAIC Euclides da Cunha (dias 4-5), Pré-Vestibular comunitário (dia 6), Cine e Rock (dia 7), Centro Cultural Celinho (dia 9), GET Mestre Diego Braga (GET de Rio das Pedras) (dia 10), EDI Professora Emília Maria Vieira de Oliveira (Rua Velha) (dias 12-13) e Feira Engenheiro (dia 14), passando por todas as regiões da quinta maior favela do Brasil.

O espaço do Semeando Amor sediou a estreia da exposição em Rio das Pedras, no dia 1. O morador e articulador, Fernando Barros, que conduziu a roda de memória climática de Rio das Pedras, em setembro de 2024, que gerou os depoimentos de Rio das Pedras inclusos na exposição, contextualizou o processo de construção junto dos moradores.

“O dia da conversa da roda de memória, pra mim, muito interessante e muito importante pro coletivo. Foi essencial para nossa formação coletiva, nosso fortalecimento. Algumas carinhas conhecidas na roda de conversa, de algumas pessoas bem queridas, nesse dia eu tive a oportunidade de conhecer uma parte da minha terra, do Rio das Pedras, [através delas]. Compartilharam naquele momento [um] pedaço da nossa história de batalha. Eu já tinha um carinho por essas pessoas, só que saber que eles fizeram parte de uma luta, de uma resistência, de uma conquista… muda pra gente a visão que a gente tem sobre algumas pessoas e a visão que a gente tem sobre o nosso pertencimento aqui na favela.” — Fernando Barros

Maria Wellen, moradora do Rio das Pedras e voluntária do Semeando Amor e do coletivo Conexões Periféricas RP, compartilhou sua experiência como participante da roda de memória climática.

“Na roda, eu lembro da gente ter falado… [da] ansiedade climática. A gente citou tópicos importantíssimos e aqui, nessa exposição, eu estou até encarando ela ali: a Bacia das Memórias. [Ali na instalação] tem fotos reveladas de acontecimentos importantes para cada local (favela). E ali, tocando em umas fotos que tem do Rio das Pedras, que… falam bastante dessas ansiedades climáticas, desabamento, locais que queimaram… Acho que é bastante importante para colocar você na realidade, tirar um pouco daquele ‘ah, não, é passado’. E ali, está bem ali do seu lado, você vendo o que aconteceu. A gente ouve, assim, como se fosse um mito. E aí, vendo [as fotos] a gente se toca [de que] realmente aconteceu, né?” — Maria Wellen

Leia mais
Saiu na mídia, Vídeos, Atividades Gabriela Buffon Vargas Saiu na mídia, Vídeos, Atividades Gabriela Buffon Vargas

Carta COP30 das Favelas Mencionada na Globo NEWS

No dia 01 de setembro de 2025, a repórter Flávia Oliveira fala da Carta COP30 das Favelas no G1, um marco importante para a repercussão da nossa carta.

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Acari Circula Exposição ‘Memória Climática das Favelas’ em Espaços Emblemáticos da Favela

Atraindo moradores de Acari de diferentes gerações, a exposição convida à interação com fotos históricas das favelas participantes. Foto: Luiza de Andrade

Após sua inauguração em maio, a exposição Memória Climática das Favelas, desenvolvida por 11 museus de favela integrantes da Rede Favela Sustentável,* agora circula por favelas onde foram realizadas as rodas de conversa que a geraram, e acaba de passar duas semanas emocionantes em Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, entre 16 e 29 de agosto, o projeto que, de forma inédita, apresenta as relações entre clima, natureza, afeto e território, circulou por três espaços emblemáticos da comunidade: o Espaço Cultural Mães de Acari, sede do Coletivo Fala Akari, anfitriã local da iniciativa; o CIEP Rainha Nzinga de Angola; e a Associação de Moradores do Complexo de Acari.

Buba Aguiar, socióloga, comunicadora popular e integrante do Coletivo Fala Akari, destacou a relevância da exposição aportar em vários locais da comunidade.

“Nós pensamos que, quanto maior o tempo em que ficasse aqui no território, iria um número maior de pessoas de todas as faixas etárias possíveis, que seriam contempladas na exibição. Então nós fizemos a abertura no nosso espaço sede, o Espaço Cultural Mães de Acari, que é um espaço onde a gente reivindica a memória há muitos anos, passando aí pela memória das Mães de Acari, memórias de chacinas ocorridas há décadas, mas também das violências atuais.

Então como não pensar na abertura de uma exposição chamada Memória Climática das Favelas no nosso espaço cultural? Porém, entendendo também que a gente tem uma rede de aparelhos de educação pública aqui, nós fizemos contato com a equipe do CIEP Rainha Nzinga de Angola. Apresentamos a possibilidade de ter a apresentação da exposição neste colégio, e foi de uma receptividade muito grande…

E, por fim, o último local [que sediou] a exposição foi a Associação de Moradores, [outro] ponto de extrema importância dentro da nossa favela. É na Associação de Moradores que se discutem diversas questões de planejamento urbano dentro da favela, a questão sanitária, a questão de segurança alimentar. Eles têm uma cozinha comunitária. É onde ficam armazenadas algumas ferramentas de manutenção dos esgotos, manutenção de bueiros. É também onde a gente tem essa parceria, quando a gente faz as nossas ações de apoio a enchentes, como aconteceu há alguns anos. Esse ano não foi diferente.

Então esse trajeto com diversos aparelhos que são importantes aqui para o nosso território [é fundamental].” — Buba Aguiar

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Conheça a Carta COP30 das Favelas

Ao longo do primeiro semestre de 2025, mais de 100 integrantes e aliados da Rede Favela Sustentável, no Rio de Janeiro e fora, construíram esta carta-manifesto, uma Carta Aberta de Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas de Todo o Mundo para as Autoridades Globais Presentes na COP30: bit.ly/AssineCartaCOP30.

Agora a carta está pronta para receber assinaturas de toda Rede Favela Sustentável e grupos aliados! Assine quanto pessoa ou quanto organização/coletivo. Caso assine quanto organização não esqueça de nos enviar a logo para incluirmos na carta final. Iremos colher assinaturas de todo o Brasil e do mundo, lançando a carta em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro em outubro e em Belém, na COP30, em novembro.

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Pesquisa de História Oral Inédita Gera Exposição ‘Memória Climática das Favelas’, Cujo Lançamento Traz Afetividade para Relação entre Clima, Natureza e Território [VÍDEO]

Fruto de uma construção coletiva que durou mais de três anos, a exposição completa ‘Memória Climática das Favelas’ foi inaugurada no sábado, 03 de maio, no Museu da Maré. Organizada pela Rede Favela Sustentável (RFS)*, a exposição é resultado de uma pesquisa inédita de história oral coletiva, que sistematizou 1.145 depoimentos de 382 moradores de dez favelas da capital fluminense. O projeto foi desenvolvido por onze museus e coletivos de memória de favelas integrantes da RFS: Museu da Maré, Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (realizador da roda de Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo de Memórias do Vidigal, Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu do Horto, Fala Akari (Acari), Conexões Periféricas (Rio das Pedras) e o Museu das Remoções, com apoio especial do Përɨsɨ (Laboratório de Ecologia, Conhecimento e Democracia da Universidade Federal Fluminense) e com apoio da Climateworks Foundation, Instituto Clima e Sociedade (iCS), e re:arc institute.

Lançamento Completo Realizado no Museu da Maré, Local da Primeira Roda

Tema de matéria no The Guardian, “Como Lembranças de Água Limpa, Sapos e Ar Puro Podem Ajudar a Salvar as Favelas do Rio de Futuros Desastres Climáticos“, no Bom Dia Favela e mais oito meios de comunicação, a exposição “Memória Climática das Favelas“, lançada há um mês no Museu da Maré está repercutindo. Os organizadores relatam já convites para levar a expo para o saguão da Fiocruz, o Congresso Nacional, e COP30. Mas, antes disso, irá circular nos próximos meses por algumas de suas favelas realizadoras: Maré, Acari, Rio das Pedras, Cidade de Deus e Vidigal.

A inauguração da exposição completa em 03 de maio—que desde sua primeira versão lançada em 2023 mais do que dobrou de tamanho—contou com a presença de 320 pessoas de todas as regiões do município do Rio de Janeiro, Baixada e Leste Fluminense, vários estados brasileiros e outros países. Além da imprensa, haviam la estudantes, mobilizadores de diversas favelas, crianças, pesquisadores e autoridades.

Visitante tira foto do banner destacando as falas mais emblemáticas da roda de memória climática realizada pelo Coletivo Fala Akari em Acari. Foto: Alexandre Cerqueira

Todos se reuniam para aprender, comemorar e refletir sobre a história do Rio de Janeiro, contada de forma inovadora, profunda, coletiva, e urgente, através de centenas de vozes faveladas que viveram a fundação e construção de suas favelas.

A exposição imperdível, que fica aberta ao público até 30 de julho na galeria temporária do Museu da Maré (agende sua visita aqui), contempla diversos materiais.

Começa por 13 banners contando a história da exposição e destacando as falas emblemáticas de cada uma das 10 grandes rodas de memória climática realizadas pelos museus e projetos de memória comunitários responsáveis. 

O coração da exposição é composto por uma extensa linha do tempo com 60 painéis construídos a partir de datas identificadas ao longo das rodas de memória climática nas dez favelas participantes. Foram elas as três maiores favelas do município (Rocinha, Rio das Pedras e Complexo da Maré), favelas marcadas por graves impactos climáticos (Acari, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), outras que se tornaram destinos para deslocados climáticos (Antares e Cidade de Deus), e ainda comunidades com projetos exemplares de coexistência com a natureza (Horto e Complexo da Penha). As cores dos painéis refletem qual comunidade gerou o registro histórico, com tons de azul oriundos da Zona Norte, de terra da Zona Sul e verdes da Zona Oeste. Em ordem cronológica, são apresentados os acontecimentos marcantes das histórias das favelas—e efetivamente de toda a cidade—desde o século XVI até 2024.

Leia mais
English Posts Gabriela Buffon Vargas English Posts Gabriela Buffon Vargas

The Guardian: How memories of clean water, frogs and fresh air could help save Rio’s favelas from future climate disaster

Read the original article by Júlia Dias Carneiro, in English, in The Guardian here.

Leia mais
English Posts Gabriela Buffon Vargas English Posts Gabriela Buffon Vargas

Groundbreaking Oral History Project—‘Favela Climate Memory’—Launches Final Exhibition, Fostering Emotional Connection Between Climate, Nature and Community [Video]

The complete ‘Favela Climate Memory’ exhibition—the result of a collective oral history project that spanned over three years—was launched on Saturday, May 3, at the Maré Museum. Organized by Rio de Janeiro’s Sustainable Favela Network (SFN)*, the exhibition is the outcome of an unprecedented collective oral history research project, which systematized 1,145 testimonials from 382 residents of ten favelas across Rio de Janeiro. The project was developed by eleven museums and favela memory collectives that are members of the SFN: the Maré Museum (Complexo da Maré favelas), the Sankofa Museum (Rocinha favela), the Historic Orientation and Research Nucleus of Santa Cruz (organizer of the Antares favela climate memory circle), the Favela Museum (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo favelas), the Vidigal Memories Nucleus (Vidigal favela), Alfazendo (City of God favela), the Serra da Misericórdia Integration Center (Complexo da Penha favelas), the Horto Museum (Horto favela), Fala Akari (Acari favela), Conexões Periféricas (Rio das Pedras favela), and the Evictions Museum (Vila Autódromo favela). The initiative also received special support from Përɨsɨ (Laboratory of Ecology, Knowledge, and Democracy at the Fluminense Federal University), as well as from the ClimateWorks Foundation, Instituto Clima e Sociedade (iCS), and the re:arc institute.

The Full Launch Was Held at the Maré Museum, Where the First Climate Memory Circle Had Taken Place

Just one month after its launch at the Maré Museum, the ‘Favela Climate Memory’ exhibition has been making waves, featured in The Guardian under the headline “How memories of clean water, frogs and fresh air could help save Rio’s favelas from future climate disaster,” as well as in Bom Dia Favela and eight other media outlets. The organizers have received invitations hoping to showcase the exhibition at Brazil’s national public health foundation (Fiocruz), at the National Congress, and COP30. But before that, it will first travel through some of the favelas that brought it to life: Maré, Acari, Rio das Pedras, and Vidigal.

The launch of the full exhibition—which has more than doubled in size since its partial launch in 2023—brought together 320 people from across the city of Rio de Janeiro, Greater Rio’s Baixada Fluminense and Leste Fluminense regions, as well as various Brazilian states and other nations. In addition to the press, the event welcomed students, community organizers from several favelas, children, researchers, and public officials.

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Reconhecimento da RFS como ação transformadora para mitigar mudanças climáticas pelo HIC-AL

No dia 05 de junho, dia do meio ambiente, a Rede Favela Sustentável foi reconhecida como uma das ações transformadoras para mitigar as mudanças climáticas, pelo Habitat International Coalition - América Latina / HIC-AL.A publicação contém 18 iniciativas comunitárias que enfrentam os efeitos adversos da #CriseClimática a partir de territórios urbanos e rurais, destacando essa contribuição para #SocialMitigaçãoDasAlteraçõesClimáticas e sua consonância com as opções estratégicas previstas no Resumo para Responsáveis ​​de Políticas do 6o Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Danças Climáticas #IPCC.

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

‘Lixo? Não é Lixo!’ Mutirão Ambiental em Barros Filho Denuncia Descaso Público e Propõe Lixo Como Fonte de Renda

Diversos pontos de lixo acumulado nos conjuntos residenciais de Barros Filho. Foto: Amanda Baroni Lopes

Em 2025, o 1° de maio, o Dia do Trabalhador foi diferente no Conjunto Residencial Haroldo de Andrade, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Reunindo cerca de 30 pessoas, entre elas homens e mulheres, adultos e crianças, moradores e participantes de movimentos e organizações ambientais, o mutirão “Lixo? Não é lixo!” recolheu 15 sacos de 200 litros com resíduos sólidos e seis sacos com resíduos recicláveis no entorno do conjunto residencial. Além disso, o mutirão promoveu o plantio de 29 mudas de árvores frutíferas, duas mudas de Pau-Brasil e dois canteiros de coentro no espaço agroambiental da comunidade, onde é feito o reaproveitamento de resíduos para plantio. 

Segundo Nélio Lopes, responsável pelo Projeto Socioeducativo Sustentável Haroldo de Andrade (PSSHA), a iniciativa teve por objetivo reivindicar a prestação do serviço de coleta na conjunto residencial, que sofre com o descaso da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

“Devido a esse abandono do governo e a falta de uma liderança, nós estamos hoje passando por um grande problema, que é a questão do lixo. E eu não culpo os moradores pela questão do lixo estar tão abandonada [sem o descarte correto por parte da comunidade], porque nós não temos os contêineres de lixo da Prefeitura.” — Nélio Lopes

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

A Gente Só Tem Dignidade Quando a Favela e a Comunidade Se Tornam Sustentáveis’: Mutirão Preserva Agrofloresta no Morro da Providência

Participantes do mutirão retiraram 20 sacos de lixo da agrofloresta do Morro da Providência. Foto: Bárbara Dias

A agrofloresta do Morro da Providência, no Centro do Rio, pulsa com mais saúde desde 12 de julho. Nesta data, o espaço comum da comunidade, conhecido como Java, recebeu um mutirão de limpeza e manutenção organizado por integrantes da Providência Agroecológica. Divulgado pela Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável* e outros coletivos, a ação contou também com o apoio de uma agente comunitária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima e agentes de limpeza da Comlurb. Ao final do mutirão, 20 sacos de lixo foram retirados da agrofloresta.

Desde 2013, a Providência Agroecológica desenvolve o território e fortelece o pertencimento dos moradores do Morro da Providência. Sua sede conta com mais de 1.200 espécies vegetais. Articulando o desenvolvimento comunitário com agroecologia, educação socioambiental, saúde e bem-estar da comunidade, o projeto é coordenado por Alessandra Roque, mateira e raizeira, moradora da Providência desde 1997, e Lorena Portela, engenheira ambiental de Niterói. A sede é situada em um espaço verde acima do Túnel João Ricardo. Alessandra explica a dinâmica dos mutirões de limpeza, que acontecem mensalmente com o objetivo de manutenção do espaço.

“Aqui, como é aberto para todas as pessoas, é mais difícil manter limpo… É um trabalho de formiguinha: uma vez por mês a gente faz o mutirão. Cada mês depende muito: o mês [que] tem muita gente no mutirão, a gente tira muita coisa. O mês que tem pouca [gente], a gente tira menos, porque é um trabalho muito cansativo. Abaixa, levanta, abaixa, levanta e o peso… No mês passado, a gente teve [mais] ajuda e aí a gente tirou 68 sacos de lixo, incluindo os entulhos… Se você levar em conta que a gente não deixa aumentar [a quantidade de lixo], já está de bom tamanho.” — Alessandra Roque

O mutirão se dedicou à retirada de lixo inorgânico, como sacolas e embalagens plásticas. Os materiais orgânicos, como sobras de capina e podas de árvores, permanecem no espaço, sendo reutilizados como adubo pelas próprias plantas da agrofloresta.

O trabalho de limpeza e manutenção da agrofloresta encontra muitos desafios. Alessandra enumera dificuldades com alguns moradores, pessoas em situação de rua e com o poder público. Durante o mutirão, ela denunciou o descaso de uma obra recente da Prefeitura, que, ao construir um corrimão para a escada de acesso à comunidade, deixou lixo no canteiro.

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Inaugurando o Mês dos Museus, em 03 de Maio a Rede Favela Sustentável Lança Exposição Inédita ‘Memória Climática das Favelas’ [RELEASE]

A Relação Entre Favelas Cariocas, Clima e Natureza É Tema da Exposição Completa ‘Memória Climática das Favelas’, que Traz Extensa Linha do Tempo, Dados Inéditos e Depoimentos Inusitados de 10 Favelas ao Público, Inclusive das 3 Maiores [Release em PDF]

Após mais de três anos em desenvolvimento, neste sábado, 03 de maio de 2025, acontece o tão esperado lançamento da exposição completa “Memória Climática das Favelas”, informada por 1145 testemunhos de 10 favelas, organizada por onze museus e coletivos de memória das favelas, integrantes da Rede Favela Sustentável, aberto ao grande público no Museu da Maré com visitação até 30 de julho. O evento, que começa às 8h30 e termina 17h, contará com uma abertura oficial com falas dos realizadores e participantes, banners, vídeos, linha do tempo, poço das memórias, mapa interativo, esquete ambiental e tenda com atividades para crianças, entre outras atrações.

28 de abril de 2025 — No fim de semana que inicia o Mês dos Museus, a Rede Favela Sustentável inaugura, no sábado, 03 de maio, no Museu da Maré, a exposição completa ‘Memória Climática das Favelas’. Reunindo depoimentos e dados históricos inéditos, com profunda afetividade, sobre a relação de 10 favelas com o clima e a natureza, o projeto Memória Climática das Favelas promove um salto fundamental com o objetivo de atingir a compreensão necessária para alcançar a tão esperada integração efetiva e o desenvolvimento sustentável pleno do Rio de Janeiro, cidade complexa na qual vivemos. 

Representando as três maiores favelas do município (Rocinha, Rio das Pedras e Complexo da Maré), favelas marcadas por graves impactos climáticos (Acari, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/ Cantagalo), outras que se tornaram destinos para deslocados climáticos (Antares e Cidade de Deus), e ainda comunidades com projetos exemplares de coexistência com a natureza (Horto e Complexo da Penha)—a exposição foi resultado de 1145 testemunhos sistematizados de 382 participantes durante rodas de conversa nestas 10 favelas ao longo de 2023 e 2024.

Leia mais
Atividades Guest User Atividades Guest User

IMPERDÍVEL! EXPOSIÇÃO "Memória Climática das Favelas", da Rede Favela Sustentável, aberta ao público no Museu da Maré de 03/05 até 30/07!

  • Lançamento com programação ampla: Sábado, 03 de maio de 2025, 08:30h - 17:00h

  • Visitação: 05 de maio a 30 de julho de 2025 (consulte horários do @museudamare)

💭 A Exposição foi elaborada coletivamente a partir do conhecimento produzido em dez grandes rodas de conversa, realizadas em dez favelas da capital fluminense, entre 2023 e 2024: Museu da Maré (Maré), Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo de Memórias do Vidigal (Vidigal), Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu do Horto (Horto), Fala Akari (Acari) e Conexões Periféricas (Rio das Pedras). Esses encontros foram organizados por onze museus e núcleos de memória integrantes da Rede Favela Sustentável, junto de aliados técnicos.

A exposição de Memória Climática das Favelas é potência. Traz conhecimentos inusitados e demarca as favelas como centrais nas discussões sobre mudanças climáticas e o futuro que queremos.

Apoio: ClimateWorks Foundation, Instituto Clima e Sociedade (iCS), re:arc, e Përɨsɨ/UFF.

🗓 Lançamento: 03 de maio | Período de visitação: 05 de maio a 30 de julho de 2025

📍 Museu da Maré | Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré - Rio de janeiro / RJ

🎫 Entrada gratuita

🤳🏽 Maiores informações? Faça contato pelo Zap: 21 97253-8748

Leia mais
Atividades Guest User Atividades Guest User

Mapeamento de Direto ao Saneamento pela Rede Favela Sustentável

📍 Chegou a hora de mapear os projetos de Saneamento das favelas do Grande Rio!💧

Você atua em iniciativas de mutirão de limpeza, reciclagem, compostagem, biodigestor / biossistema, reaproveitamento de materiais, captura de água de chuva, incidência ou vigilância popular pelo direito à água e saneamento ou contra a poluição na sua favela? Seu trabalho busca algum tipo de solução para os desafios do saneamento básico nas favelas?

Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo.

Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada no
Eixo 8 da RFS - Direito ao Saneamento: Resíduos Sólidos e Água e Saneamento!

🗓 ✍🏽 Responda até o dia 30 de abril, para participar Mapa dos Projetos de Saneamento nas Favelas

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Mapeamento de Cultura e Memória Local nas Favelas pela Rede Favela Sustentável

Você atua em iniciativas de museologia social, música, história oral, dança, teatro, cinema, esporte, artes visuais, contação de histórias, sarau, literatura, poesia ou qualquer outra ação que valorize a história e as expressões culturais da sua favela? Seu trabalho busca promover e preservar a cultura, a identidade e a memória da comunidade fluminense? Ou, ainda, você está envolvido com turismo cultural, museus ou projetos/instituições dedicados à preservação da memória das favelas?

Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo. Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada no Eixo 4 da RFS - Cultura e Memória Local! 

A partir das respostas, construiremos um mapa bem completo, unificando todos os nossos trabalhos. Também convidaremos os inscritos para participar do grupo do Eixo de Cultura e Memória Local da Rede Favela Sustentável no WhatsApp.

Importante: garantimos a privacidade máxima dos seus dados pessoais, que nunca serão compartilhados com terceiros ou utilizados para fins além da comunicação direta entre a RFS e você.

É importante destacar que só a primeira parte do formulário inclui perguntas obrigatórias, caso você tenha tempo curto para preenchê-lo. 

Porém, se tiver mais tempo, será ótimo saber mais da sua organização e iniciativas pelas páginas subsequentes, respondendo as perguntas que te interessam. Utilizaremos as respostas, sobre suas conquistas e demandas de tal jeito que possamos, além de mapear o seu projeto, realizar ações de apoio e fortalecimento futuro, em rede. 

Data é 08 de abril de 2025. 

Respondendo ou não as páginas opcionais, não deixe de clicar em 'submit' no final do questionário!

Dúvidas? Entre em contato conosco pelo email rede@favelasustentavel.org.

Leia mais
Atividades Gabriela Buffon Vargas Atividades Gabriela Buffon Vargas

Mapeamento de Projetos de Saúde Coletiva da Rede Favela Sustentável

Você atua com iniciativa de saúde física ou mental, fisioterapia, terapia, cura, esporte, educação alimentar, ou qualquer outro projeto que visa realizar a saúde coletiva nas favelas fluminenses?

Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo. Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada na saúde coletiva! 

A partir das respostas, construiremos um mapa bem completo, unificando todos os nossos trabalhos. Também convidaremos os inscritos para participar do grupo do Eixo de Saúde Coletiva da Rede Favela Sustentável no WhatsApp.

Importante: garantimos a privacidade máxima dos seus dados pessoais, que nunca serão compartilhados com terceiros ou utilizados para fins além da comunicação direta entre a RFS e você.


É importante destacar que só a primeira parte do formulário inclui perguntas obrigatórias, caso você tenha tempo curto para preenchê-lo. 

Porém, se tiver mais tempo, será ótimo saber mais da sua organização e iniciativas pelas páginas subsequentes, respondendo as perguntas que te interessam. Utilizaremos as respostas, sobre suas conquistas e demandas de tal jeito que possamos, além de mapear o seu projeto, realizar ações de apoio e fortalecimento futuro, em rede. 

Data ideal para preenchimento é até 28 de fevereiro; data-limite é 15 de março de 2025. 


Respondendo ou não as páginas opcionais, não deixe de clicar em 'submit' no final do questionário!

Dúvidas? Entre em contato conosco pelo email rede@favelasustentavel.org.

Leia mais
English Posts Gabriela Buffon Vargas English Posts Gabriela Buffon Vargas

Favela at the Center for Solutions: 2024 Retrospective of the Sustainable Favela Network

2024 was a year of achievements and historic milestones for the Sustainable Favela Network!

We completed the cycle of 10 Favela Climate Memory events and finalized the local presentations of data on water and energy justice in 15 territories. This work culminated in a remarkable moment: the presence of the SFN in Brasília for Energy Justice. During Energy Week, our voices echoed in defense of a fair energy transition, placing favelas at the center of national decisions on sustainability and climate justice.

Another major highlight was the 1st Sustainable Favela Festival: Favela at the Center for Solutions, an unprecedented celebration of the protagonism of favelas. With fairs, workshops, cultural presentations and free activities, the festival showed that favelas produce diverse solutions for a sustainable future.

Furthermore, 2024 featured initiatives such as the series of articles on favela rivers, an audiovisual workshop for the SFN Youth GT, and the systematization of the food sovereignty axis, we were highlighted in the national and international media and connected with several new institutional partners, engaging us in important events, such as the 13th Filmambiente, LivMundi and the launch of the publication Nature-Based Solutions in the Peripheries.

Watch our 2024 retrospective and relive these unique moments that marked this year!

Leia mais
Novidades, Vídeos, Atividades Gabriela Buffon Vargas Novidades, Vídeos, Atividades Gabriela Buffon Vargas

Favela no Centro das Soluções: Retrospectiva 2024 da Rede Favela Sustentável

Vídeo 2024

2024 foi um ano de conquistas e marcos históricos para a Rede Favela Sustentável!

Completamos o ciclo de 10 Rodas de Memória Climática das Favelas e finalizamos as apresentações locais de dados sobre justiça hídrica e energética em 15 territórios. Esse trabalho culminou em um momento marcante: a presença da Comitiva da RFS Rumo a Brasília pela Energia Justa.

Durante a Semana da Energia, nossas vozes ecoaram em defesa de uma transição energética justa, colocando as favelas no centro das decisões nacionais sobre sustentabilidade e justiça climática. Outro grande destaque foi o 1o Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções, uma celebração inédita do protagonismo das favelas. Com feiras, oficinas, apresentações culturais e atividades gratuitas, o festival mostrou que as favelas produz diversas soluções para um futuro sustentável.

Além disso, 2024 contou com iniciativas como a série de matérias sobre os rios de favelas, oficina de audiovisual para o GT Jovem da RFS, e a sistematização do eixo de soberania alimentar, tivemos destaque na mídia nacional e internacional e nos conectamos com diversos novos parceiros institucionais, nos engajando em eventos importantes, como o 13° Filmambiente, LivMundi e o lançamento da publicação Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias.

Assista à nossa retrospectiva de 2024 e reviva esses momentos únicos que marcaram este ano!

Leia mais
English Posts Gabriela Buffon Vargas English Posts Gabriela Buffon Vargas

‘Nature-based Solutions in the Favelas’ Presented in Parallel to the G20

On November 14, the Sustainable Favela Network (SFN)*, in partnership with the National Secretariat for the Peripheries (SNP) of Brazil’s Ministry of Cities, hosted the launch event for the publication Nature-based Solutions in Peripheral Areas: Advances in the Regulation of a New Public Policy. With support from GIZ Brasil, the Expanded Monitoring Working Group (GTAA) has been developing this initiative since October 2023. In addition to the Sustainable Favela Network, the project involved the Sustainable Peripheries Institute, the University of Brasília (UNB)’s Peripheries Research and Extension Group, the National Observatory for the Right to Water and Sanitation (ONDAS), the Urban Bioconnection Alliance, SEMASA Santo André, the World Bank Brazil, the Network for Antiracist Adaptation, and independent researcher Erich Wolff.

The launch event was held in parallel with the G20 Social Summit in Rio de Janeiro’s Gamboa neighborhood, at Zona Imaginária—an atelier featuring a permanent exhibition of images portraying the history of Brazil’s first favela, Providência, located nearby. The event aimed to expand the discussion on public policies for climate adaptation in peripheral areas through the Living Peripheries Program and marked an important step towards innovation in urban development using Nature-based Solutions (NbS).

The event brought together practical NbS experiences implemented in favelas by members of the Sustainable Favela Network. These were represented by Alessandra Roque (Agroecological Providência), Luis Cassiano (Green Roof Favela) from Parque Arará, Otávio Alves Barros (Vale Encantado Cooperative), Roberto Fonseca (Horto Natureza), and Alan Brum (Roots in Movement Institute) from Complexo do Alemão. Raissa Monteiro (GIZ Brasil), along with National Secretaries Adalberto Maluf (National Secretariat for Urban Environment and Environmental Quality, Ministry of the Environment and Climate Change) and Guilherme Simões (National Secretariat for the Peripheries, Ministry of Cities), also attended the event. They emphasized the federal government’s commitment to advancing solutions to address the climate crisis in peripheral areas and favelas, which are disproportionately vulnerable to climate impacts.

Lançamento da Publicação “Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias" (Rede Favela Sustentável e Secretaria Nacional das Periferias)14 de novembro de 2024
Leia mais