Em Rio das Pedras, Exposição de Memória Climática das Favelas ‘Muda a Visão Que a Gente Tem Sobre Nosso Pertencimento’
Espaço Semeando Amor foi o primeiro de Rio das Pedras a circular a exposição ‘Memória Climática das Favelas’ no território. Foto: Bárbara Dias
Após seu tour por Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro, em agosto, a exposição ‘Memória Climática das Favelas‘ chega em Rio das Pedras, na Zona Oeste. Com um tour organizado pelos coletivos comunitários Conexões Periféricas RP, Semeando Amor e Recanto da Areinha, a exposição fica disponível aos moradores entre 1 e 14 de setembro, circulando por importantes projetos, espaços culturais, escolas e sedes de coletivos do território.
De forma interativa e afetiva, com relatos inéditos e dados históricos, a ‘Memória Climática das Favelas’ apresenta as relações entre clima, natureza e território de dez favelas fluminenses. Em Rio das Pedras, o tour seguirá o seguinte trajeto: Semeando Amor (dias 1-2 de setembro), Recanto da Areinha (dia 3), CAIC Euclides da Cunha (dias 4-5), Pré-Vestibular comunitário (dia 6), Cine e Rock (dia 7), Centro Cultural Celinho (dia 9), GET Mestre Diego Braga (GET de Rio das Pedras) (dia 10), EDI Professora Emília Maria Vieira de Oliveira (Rua Velha) (dias 12-13) e Feira Engenheiro (dia 14), passando por todas as regiões da quinta maior favela do Brasil.
O espaço do Semeando Amor sediou a estreia da exposição em Rio das Pedras, no dia 1. O morador e articulador, Fernando Barros, que conduziu a roda de memória climática de Rio das Pedras, em setembro de 2024, que gerou os depoimentos de Rio das Pedras inclusos na exposição, contextualizou o processo de construção junto dos moradores.
“O dia da conversa da roda de memória, pra mim, muito interessante e muito importante pro coletivo. Foi essencial para nossa formação coletiva, nosso fortalecimento. Algumas carinhas conhecidas na roda de conversa, de algumas pessoas bem queridas, nesse dia eu tive a oportunidade de conhecer uma parte da minha terra, do Rio das Pedras, [através delas]. Compartilharam naquele momento [um] pedaço da nossa história de batalha. Eu já tinha um carinho por essas pessoas, só que saber que eles fizeram parte de uma luta, de uma resistência, de uma conquista… muda pra gente a visão que a gente tem sobre algumas pessoas e a visão que a gente tem sobre o nosso pertencimento aqui na favela.” — Fernando Barros
Maria Wellen, moradora do Rio das Pedras e voluntária do Semeando Amor e do coletivo Conexões Periféricas RP, compartilhou sua experiência como participante da roda de memória climática.
“Na roda, eu lembro da gente ter falado… [da] ansiedade climática. A gente citou tópicos importantíssimos e aqui, nessa exposição, eu estou até encarando ela ali: a Bacia das Memórias. [Ali na instalação] tem fotos reveladas de acontecimentos importantes para cada local (favela). E ali, tocando em umas fotos que tem do Rio das Pedras, que… falam bastante dessas ansiedades climáticas, desabamento, locais que queimaram… Acho que é bastante importante para colocar você na realidade, tirar um pouco daquele ‘ah, não, é passado’. E ali, está bem ali do seu lado, você vendo o que aconteceu. A gente ouve, assim, como se fosse um mito. E aí, vendo [as fotos] a gente se toca [de que] realmente aconteceu, né?” — Maria Wellen
Carta COP30 das Favelas Mencionada na Globo NEWS
No dia 01 de setembro de 2025, a repórter Flávia Oliveira fala da Carta COP30 das Favelas no G1, um marco importante para a repercussão da nossa carta.
Acari Circula Exposição ‘Memória Climática das Favelas’ em Espaços Emblemáticos da Favela
Atraindo moradores de Acari de diferentes gerações, a exposição convida à interação com fotos históricas das favelas participantes. Foto: Luiza de Andrade
Após sua inauguração em maio, a exposição Memória Climática das Favelas, desenvolvida por 11 museus de favela integrantes da Rede Favela Sustentável,* agora circula por favelas onde foram realizadas as rodas de conversa que a geraram, e acaba de passar duas semanas emocionantes em Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, entre 16 e 29 de agosto, o projeto que, de forma inédita, apresenta as relações entre clima, natureza, afeto e território, circulou por três espaços emblemáticos da comunidade: o Espaço Cultural Mães de Acari, sede do Coletivo Fala Akari, anfitriã local da iniciativa; o CIEP Rainha Nzinga de Angola; e a Associação de Moradores do Complexo de Acari.
Buba Aguiar, socióloga, comunicadora popular e integrante do Coletivo Fala Akari, destacou a relevância da exposição aportar em vários locais da comunidade.
“Nós pensamos que, quanto maior o tempo em que ficasse aqui no território, iria um número maior de pessoas de todas as faixas etárias possíveis, que seriam contempladas na exibição. Então nós fizemos a abertura no nosso espaço sede, o Espaço Cultural Mães de Acari, que é um espaço onde a gente reivindica a memória há muitos anos, passando aí pela memória das Mães de Acari, memórias de chacinas ocorridas há décadas, mas também das violências atuais.
Então como não pensar na abertura de uma exposição chamada Memória Climática das Favelas no nosso espaço cultural? Porém, entendendo também que a gente tem uma rede de aparelhos de educação pública aqui, nós fizemos contato com a equipe do CIEP Rainha Nzinga de Angola. Apresentamos a possibilidade de ter a apresentação da exposição neste colégio, e foi de uma receptividade muito grande…
E, por fim, o último local [que sediou] a exposição foi a Associação de Moradores, [outro] ponto de extrema importância dentro da nossa favela. É na Associação de Moradores que se discutem diversas questões de planejamento urbano dentro da favela, a questão sanitária, a questão de segurança alimentar. Eles têm uma cozinha comunitária. É onde ficam armazenadas algumas ferramentas de manutenção dos esgotos, manutenção de bueiros. É também onde a gente tem essa parceria, quando a gente faz as nossas ações de apoio a enchentes, como aconteceu há alguns anos. Esse ano não foi diferente.
Então esse trajeto com diversos aparelhos que são importantes aqui para o nosso território [é fundamental].” — Buba Aguiar
Conheça a Carta COP30 das Favelas
Ao longo do primeiro semestre de 2025, mais de 100 integrantes e aliados da Rede Favela Sustentável, no Rio de Janeiro e fora, construíram esta carta-manifesto, uma Carta Aberta de Favelas, Comunidades Tradicionais e Marginalizadas de Todo o Mundo para as Autoridades Globais Presentes na COP30: bit.ly/AssineCartaCOP30.
Agora a carta está pronta para receber assinaturas de toda Rede Favela Sustentável e grupos aliados! Assine quanto pessoa ou quanto organização/coletivo. Caso assine quanto organização não esqueça de nos enviar a logo para incluirmos na carta final. Iremos colher assinaturas de todo o Brasil e do mundo, lançando a carta em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro em outubro e em Belém, na COP30, em novembro.
Pesquisa de História Oral Inédita Gera Exposição ‘Memória Climática das Favelas’, Cujo Lançamento Traz Afetividade para Relação entre Clima, Natureza e Território [VÍDEO]
Fruto de uma construção coletiva que durou mais de três anos, a exposição completa ‘Memória Climática das Favelas’ foi inaugurada no sábado, 03 de maio, no Museu da Maré. Organizada pela Rede Favela Sustentável (RFS)*, a exposição é resultado de uma pesquisa inédita de história oral coletiva, que sistematizou 1.145 depoimentos de 382 moradores de dez favelas da capital fluminense. O projeto foi desenvolvido por onze museus e coletivos de memória de favelas integrantes da RFS: Museu da Maré, Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (realizador da roda de Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo de Memórias do Vidigal, Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu do Horto, Fala Akari (Acari), Conexões Periféricas (Rio das Pedras) e o Museu das Remoções, com apoio especial do Përɨsɨ (Laboratório de Ecologia, Conhecimento e Democracia da Universidade Federal Fluminense) e com apoio da Climateworks Foundation, Instituto Clima e Sociedade (iCS), e re:arc institute.
Lançamento Completo Realizado no Museu da Maré, Local da Primeira Roda
Tema de matéria no The Guardian, “Como Lembranças de Água Limpa, Sapos e Ar Puro Podem Ajudar a Salvar as Favelas do Rio de Futuros Desastres Climáticos“, no Bom Dia Favela e mais oito meios de comunicação, a exposição “Memória Climática das Favelas“, lançada há um mês no Museu da Maré está repercutindo. Os organizadores relatam já convites para levar a expo para o saguão da Fiocruz, o Congresso Nacional, e COP30. Mas, antes disso, irá circular nos próximos meses por algumas de suas favelas realizadoras: Maré, Acari, Rio das Pedras, Cidade de Deus e Vidigal.
A inauguração da exposição completa em 03 de maio—que desde sua primeira versão lançada em 2023 mais do que dobrou de tamanho—contou com a presença de 320 pessoas de todas as regiões do município do Rio de Janeiro, Baixada e Leste Fluminense, vários estados brasileiros e outros países. Além da imprensa, haviam la estudantes, mobilizadores de diversas favelas, crianças, pesquisadores e autoridades.
Visitante tira foto do banner destacando as falas mais emblemáticas da roda de memória climática realizada pelo Coletivo Fala Akari em Acari. Foto: Alexandre Cerqueira
Todos se reuniam para aprender, comemorar e refletir sobre a história do Rio de Janeiro, contada de forma inovadora, profunda, coletiva, e urgente, através de centenas de vozes faveladas que viveram a fundação e construção de suas favelas.
A exposição imperdível, que fica aberta ao público até 30 de julho na galeria temporária do Museu da Maré (agende sua visita aqui), contempla diversos materiais.
Começa por 13 banners contando a história da exposição e destacando as falas emblemáticas de cada uma das 10 grandes rodas de memória climática realizadas pelos museus e projetos de memória comunitários responsáveis.
O coração da exposição é composto por uma extensa linha do tempo com 60 painéis construídos a partir de datas identificadas ao longo das rodas de memória climática nas dez favelas participantes. Foram elas as três maiores favelas do município (Rocinha, Rio das Pedras e Complexo da Maré), favelas marcadas por graves impactos climáticos (Acari, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), outras que se tornaram destinos para deslocados climáticos (Antares e Cidade de Deus), e ainda comunidades com projetos exemplares de coexistência com a natureza (Horto e Complexo da Penha). As cores dos painéis refletem qual comunidade gerou o registro histórico, com tons de azul oriundos da Zona Norte, de terra da Zona Sul e verdes da Zona Oeste. Em ordem cronológica, são apresentados os acontecimentos marcantes das histórias das favelas—e efetivamente de toda a cidade—desde o século XVI até 2024.
Reconhecimento da RFS como ação transformadora para mitigar mudanças climáticas pelo HIC-AL
No dia 05 de junho, dia do meio ambiente, a Rede Favela Sustentável foi reconhecida como uma das ações transformadoras para mitigar as mudanças climáticas, pelo Habitat International Coalition - América Latina / HIC-AL.A publicação contém 18 iniciativas comunitárias que enfrentam os efeitos adversos da #CriseClimática a partir de territórios urbanos e rurais, destacando essa contribuição para #SocialMitigaçãoDasAlteraçõesClimáticas e sua consonância com as opções estratégicas previstas no Resumo para Responsáveis de Políticas do 6o Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Danças Climáticas #IPCC.
‘Lixo? Não é Lixo!’ Mutirão Ambiental em Barros Filho Denuncia Descaso Público e Propõe Lixo Como Fonte de Renda
Em 2025, o 1° de maio, o Dia do Trabalhador foi diferente no Conjunto Residencial Haroldo de Andrade, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Reunindo cerca de 30 pessoas, entre elas homens e mulheres, adultos e crianças, moradores e participantes de movimentos e organizações ambientais, o mutirão “Lixo? Não é lixo!” recolheu 15 sacos de 200 litros com resíduos sólidos e seis sacos com resíduos recicláveis no entorno do conjunto residencial. Além disso, o mutirão promoveu o plantio de 29 mudas de árvores frutíferas, duas mudas de Pau-Brasil e dois canteiros de coentro no espaço agroambiental da comunidade, onde é feito o reaproveitamento de resíduos para plantio.
Segundo Nélio Lopes, responsável pelo Projeto Socioeducativo Sustentável Haroldo de Andrade (PSSHA), a iniciativa teve por objetivo reivindicar a prestação do serviço de coleta na conjunto residencial, que sofre com o descaso da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
“Devido a esse abandono do governo e a falta de uma liderança, nós estamos hoje passando por um grande problema, que é a questão do lixo. E eu não culpo os moradores pela questão do lixo estar tão abandonada [sem o descarte correto por parte da comunidade], porque nós não temos os contêineres de lixo da Prefeitura.” — Nélio Lopes
A Gente Só Tem Dignidade Quando a Favela e a Comunidade Se Tornam Sustentáveis’: Mutirão Preserva Agrofloresta no Morro da Providência
A agrofloresta do Morro da Providência, no Centro do Rio, pulsa com mais saúde desde 12 de julho. Nesta data, o espaço comum da comunidade, conhecido como Java, recebeu um mutirão de limpeza e manutenção organizado por integrantes da Providência Agroecológica. Divulgado pela Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável* e outros coletivos, a ação contou também com o apoio de uma agente comunitária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima e agentes de limpeza da Comlurb. Ao final do mutirão, 20 sacos de lixo foram retirados da agrofloresta.
Desde 2013, a Providência Agroecológica desenvolve o território e fortelece o pertencimento dos moradores do Morro da Providência. Sua sede conta com mais de 1.200 espécies vegetais. Articulando o desenvolvimento comunitário com agroecologia, educação socioambiental, saúde e bem-estar da comunidade, o projeto é coordenado por Alessandra Roque, mateira e raizeira, moradora da Providência desde 1997, e Lorena Portela, engenheira ambiental de Niterói. A sede é situada em um espaço verde acima do Túnel João Ricardo. Alessandra explica a dinâmica dos mutirões de limpeza, que acontecem mensalmente com o objetivo de manutenção do espaço.
“Aqui, como é aberto para todas as pessoas, é mais difícil manter limpo… É um trabalho de formiguinha: uma vez por mês a gente faz o mutirão. Cada mês depende muito: o mês [que] tem muita gente no mutirão, a gente tira muita coisa. O mês que tem pouca [gente], a gente tira menos, porque é um trabalho muito cansativo. Abaixa, levanta, abaixa, levanta e o peso… No mês passado, a gente teve [mais] ajuda e aí a gente tirou 68 sacos de lixo, incluindo os entulhos… Se você levar em conta que a gente não deixa aumentar [a quantidade de lixo], já está de bom tamanho.” — Alessandra Roque
O mutirão se dedicou à retirada de lixo inorgânico, como sacolas e embalagens plásticas. Os materiais orgânicos, como sobras de capina e podas de árvores, permanecem no espaço, sendo reutilizados como adubo pelas próprias plantas da agrofloresta.
O trabalho de limpeza e manutenção da agrofloresta encontra muitos desafios. Alessandra enumera dificuldades com alguns moradores, pessoas em situação de rua e com o poder público. Durante o mutirão, ela denunciou o descaso de uma obra recente da Prefeitura, que, ao construir um corrimão para a escada de acesso à comunidade, deixou lixo no canteiro.
Inaugurando o Mês dos Museus, em 03 de Maio a Rede Favela Sustentável Lança Exposição Inédita ‘Memória Climática das Favelas’ [RELEASE]
A Relação Entre Favelas Cariocas, Clima e Natureza É Tema da Exposição Completa ‘Memória Climática das Favelas’, que Traz Extensa Linha do Tempo, Dados Inéditos e Depoimentos Inusitados de 10 Favelas ao Público, Inclusive das 3 Maiores [Release em PDF]
Após mais de três anos em desenvolvimento, neste sábado, 03 de maio de 2025, acontece o tão esperado lançamento da exposição completa “Memória Climática das Favelas”, informada por 1145 testemunhos de 10 favelas, organizada por onze museus e coletivos de memória das favelas, integrantes da Rede Favela Sustentável, aberto ao grande público no Museu da Maré com visitação até 30 de julho. O evento, que começa às 8h30 e termina 17h, contará com uma abertura oficial com falas dos realizadores e participantes, banners, vídeos, linha do tempo, poço das memórias, mapa interativo, esquete ambiental e tenda com atividades para crianças, entre outras atrações.
28 de abril de 2025 — No fim de semana que inicia o Mês dos Museus, a Rede Favela Sustentável inaugura, no sábado, 03 de maio, no Museu da Maré, a exposição completa ‘Memória Climática das Favelas’. Reunindo depoimentos e dados históricos inéditos, com profunda afetividade, sobre a relação de 10 favelas com o clima e a natureza, o projeto Memória Climática das Favelas promove um salto fundamental com o objetivo de atingir a compreensão necessária para alcançar a tão esperada integração efetiva e o desenvolvimento sustentável pleno do Rio de Janeiro, cidade complexa na qual vivemos.
Representando as três maiores favelas do município (Rocinha, Rio das Pedras e Complexo da Maré), favelas marcadas por graves impactos climáticos (Acari, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/ Cantagalo), outras que se tornaram destinos para deslocados climáticos (Antares e Cidade de Deus), e ainda comunidades com projetos exemplares de coexistência com a natureza (Horto e Complexo da Penha)—a exposição foi resultado de 1145 testemunhos sistematizados de 382 participantes durante rodas de conversa nestas 10 favelas ao longo de 2023 e 2024.
IMPERDÍVEL! EXPOSIÇÃO "Memória Climática das Favelas", da Rede Favela Sustentável, aberta ao público no Museu da Maré de 03/05 até 30/07!
Lançamento com programação ampla: Sábado, 03 de maio de 2025, 08:30h - 17:00h
Visitação: 05 de maio a 30 de julho de 2025 (consulte horários do @museudamare)
💭 A Exposição foi elaborada coletivamente a partir do conhecimento produzido em dez grandes rodas de conversa, realizadas em dez favelas da capital fluminense, entre 2023 e 2024: Museu da Maré (Maré), Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo de Memórias do Vidigal (Vidigal), Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu do Horto (Horto), Fala Akari (Acari) e Conexões Periféricas (Rio das Pedras). Esses encontros foram organizados por onze museus e núcleos de memória integrantes da Rede Favela Sustentável, junto de aliados técnicos.
A exposição de Memória Climática das Favelas é potência. Traz conhecimentos inusitados e demarca as favelas como centrais nas discussões sobre mudanças climáticas e o futuro que queremos.
Apoio: ClimateWorks Foundation, Instituto Clima e Sociedade (iCS), re:arc, e Përɨsɨ/UFF.
🗓 Lançamento: 03 de maio | Período de visitação: 05 de maio a 30 de julho de 2025
📍 Museu da Maré | Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré - Rio de janeiro / RJ
🎫 Entrada gratuita
🤳🏽 Maiores informações? Faça contato pelo Zap: 21 97253-8748
Mapeamento de Direto ao Saneamento pela Rede Favela Sustentável
📍 Chegou a hora de mapear os projetos de Saneamento das favelas do Grande Rio!💧
Você atua em iniciativas de mutirão de limpeza, reciclagem, compostagem, biodigestor / biossistema, reaproveitamento de materiais, captura de água de chuva, incidência ou vigilância popular pelo direito à água e saneamento ou contra a poluição na sua favela? Seu trabalho busca algum tipo de solução para os desafios do saneamento básico nas favelas?
Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo.
Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada no
Eixo 8 da RFS - Direito ao Saneamento: Resíduos Sólidos e Água e Saneamento!
🗓 ✍🏽 Responda até o dia 30 de abril, para participar Mapa dos Projetos de Saneamento nas Favelas
Mapeamento de Cultura e Memória Local nas Favelas pela Rede Favela Sustentável
Você atua em iniciativas de museologia social, música, história oral, dança, teatro, cinema, esporte, artes visuais, contação de histórias, sarau, literatura, poesia ou qualquer outra ação que valorize a história e as expressões culturais da sua favela? Seu trabalho busca promover e preservar a cultura, a identidade e a memória da comunidade fluminense? Ou, ainda, você está envolvido com turismo cultural, museus ou projetos/instituições dedicados à preservação da memória das favelas?
Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo. Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada no Eixo 4 da RFS - Cultura e Memória Local!
A partir das respostas, construiremos um mapa bem completo, unificando todos os nossos trabalhos. Também convidaremos os inscritos para participar do grupo do Eixo de Cultura e Memória Local da Rede Favela Sustentável no WhatsApp.
Importante: garantimos a privacidade máxima dos seus dados pessoais, que nunca serão compartilhados com terceiros ou utilizados para fins além da comunicação direta entre a RFS e você.
É importante destacar que só a primeira parte do formulário inclui perguntas obrigatórias, caso você tenha tempo curto para preenchê-lo.
Porém, se tiver mais tempo, será ótimo saber mais da sua organização e iniciativas pelas páginas subsequentes, respondendo as perguntas que te interessam. Utilizaremos as respostas, sobre suas conquistas e demandas de tal jeito que possamos, além de mapear o seu projeto, realizar ações de apoio e fortalecimento futuro, em rede.
Data é 08 de abril de 2025.
Respondendo ou não as páginas opcionais, não deixe de clicar em 'submit' no final do questionário!
Dúvidas? Entre em contato conosco pelo email rede@favelasustentavel.org.
Mapeamento de Projetos de Saúde Coletiva da Rede Favela Sustentável
Você atua com iniciativa de saúde física ou mental, fisioterapia, terapia, cura, esporte, educação alimentar, ou qualquer outro projeto que visa realizar a saúde coletiva nas favelas fluminenses?
Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo. Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada na saúde coletiva!
A partir das respostas, construiremos um mapa bem completo, unificando todos os nossos trabalhos. Também convidaremos os inscritos para participar do grupo do Eixo de Saúde Coletiva da Rede Favela Sustentável no WhatsApp.
Importante: garantimos a privacidade máxima dos seus dados pessoais, que nunca serão compartilhados com terceiros ou utilizados para fins além da comunicação direta entre a RFS e você.
É importante destacar que só a primeira parte do formulário inclui perguntas obrigatórias, caso você tenha tempo curto para preenchê-lo.
Porém, se tiver mais tempo, será ótimo saber mais da sua organização e iniciativas pelas páginas subsequentes, respondendo as perguntas que te interessam. Utilizaremos as respostas, sobre suas conquistas e demandas de tal jeito que possamos, além de mapear o seu projeto, realizar ações de apoio e fortalecimento futuro, em rede.
Data ideal para preenchimento é até 28 de fevereiro; data-limite é 15 de março de 2025.
Respondendo ou não as páginas opcionais, não deixe de clicar em 'submit' no final do questionário!
Dúvidas? Entre em contato conosco pelo email rede@favelasustentavel.org.
Favela no Centro das Soluções: Retrospectiva 2024 da Rede Favela Sustentável
Vídeo 2024
2024 foi um ano de conquistas e marcos históricos para a Rede Favela Sustentável!
Completamos o ciclo de 10 Rodas de Memória Climática das Favelas e finalizamos as apresentações locais de dados sobre justiça hídrica e energética em 15 territórios. Esse trabalho culminou em um momento marcante: a presença da Comitiva da RFS Rumo a Brasília pela Energia Justa.
Durante a Semana da Energia, nossas vozes ecoaram em defesa de uma transição energética justa, colocando as favelas no centro das decisões nacionais sobre sustentabilidade e justiça climática. Outro grande destaque foi o 1o Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções, uma celebração inédita do protagonismo das favelas. Com feiras, oficinas, apresentações culturais e atividades gratuitas, o festival mostrou que as favelas produz diversas soluções para um futuro sustentável.
Além disso, 2024 contou com iniciativas como a série de matérias sobre os rios de favelas, oficina de audiovisual para o GT Jovem da RFS, e a sistematização do eixo de soberania alimentar, tivemos destaque na mídia nacional e internacional e nos conectamos com diversos novos parceiros institucionais, nos engajando em eventos importantes, como o 13° Filmambiente, LivMundi e o lançamento da publicação Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias.
Assista à nossa retrospectiva de 2024 e reviva esses momentos únicos que marcaram este ano!
SNP e RFS Unem Forças para o Lançamento da Publicação ‘Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias’ em Evento Paralelo ao G20 Social
A Rede Favela Sustentável (RFS)*, em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades, promoveu, no dia 14 de novembro, o evento de lançamento da publicação Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública. Desde outubro de 2023, o Grupo de Trabalho Ampliado de Acompanhamento (GTAA), que contou com o apoio da GIZ Brasil, desenvolveu esse trabalho engajando, além da Rede Favela Sustentável, o Instituto Perifa Sustentável, o Grupo de Pesquisa e Extensão Periférico Grupo Periférico – UNB, Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS), Aliança Bioconexão Urbana, SEMASA Santo André, Banco Mundial no Brasil, Rede por Adaptação Antirracista, e o pesquisador independente Erich Wolff.
O evento de lançamento no Rio de Janeiro foi realizado no atelier com sua exposição permanente de imagens da história da primeira favela, o Zona Imaginária, no bairro da Gamboa, como atividade paralela ao G20 Social. Com o objetivo de ampliar o diálogo de saberes em torno de uma política pública que incentive a adaptação climática em territórios periféricos, a partir do Programa Periferia Viva, foi um passo importante para a inovação na forma de construções a partir de Soluções Baseadas na Natureza (SBN).
A atividade reuniu experiências práticas de SBN nas favelas, realizadas por integrantes da Rede Favela Sustentável, representados por Alessandra Roque (Providência Agroecológica), Luis Cassiano (Teto Verde Favela) do Parque Arará, Otávio Alves Barros (Cooperativa Vale Encantado), Roberto Fonseca (Horto Natureza) e Alan Brum (Raízes em Movimento) do Complexo do Alemão. Também estiveram presentes Raissa Monteiro (GIZ Brasil), e os Secretários Nacionais Adalberto Maluf (Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática) e Guilherme Simões (Secretaria Nacional das Periferias, Ministério das Cidades), reforçando o compromisso da União com soluções para o enfrentamento da crise climática em áreas periféricas e de favelas, regiões mais vulneráveis climaticamente.
VEJA COMO FOI A PROGRAMAÇÃO
08:45h - Recepção: Chegada, Acolhimento e Café
09:00h - Abertura: O Que São Soluções Baseadas na Natureza (SBN)?, com Theresa Williamson (Diretora Executiva da Comunidades Catalisadoras), Gisele Moura (Coordenadora da Equipe de Gestão, Rede Favela Sustentável), Sarah Habersack (Diretora de Transformação Urbana da GIZ Brasil), e Luiz Arend (Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID).
09:30h - Experiências de SBN das Favelas da Rede Favela Sustentável (RFS), com Alessandra Roque (Providência Agroecológica), Luis Cassiano (Teto Verde Favela), Otávio Alves Barros (Cooperativa Vale Encantado), Ana Santos (CEM), Roberto Fonseca (Horto Natureza), e Alan Brum (Raízes em Movimento).
10:30h - Lançamento da Publicação “SBN nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública”, com Luiz Arend Filho, Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID.
11:00h - Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como Política Pública, com Adalberto Maluf (Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente, pelo Programa Cidades Verdes Resilientes), e Guilherme Simões (Secretário Nacional de Periferias, Ministério das Cidades, pelo SBN nas Periferias).
11:30h - Debate Aberto
12:00h - Encerramento
1º Festival Favela Sustentável ‘Favela no Centro das Soluções’ Recebe 1.100 Pessoas Vivenciando a Potência Socioambiental das Favelas
Aconteceu no sábado, 19 de outubro, o primeiro evento aberto ao público após sete anos de atuação da Rede Favela Sustentável (RFS)*. O 1º Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções reuniu 1.100 pessoas de todo Grande Rio, na Lapa, coração da cidade. O evento contou com 100 atividades gratuitas protagonizadas por mobilizadores de mais de 90 favelas, entre elas intervenções artísticas, oficinas manuais para adultos e crianças, rodas de conversa, exibição de filmes, exposições, estandes, feira, terapias e práticas de cura individuais e coletivas.
A Rede Favela Sustentável se estabeleceu em 2017 e desde então vem ampliando a sua atuação em territórios de favelas e periferias do Grande Rio. Hoje em dia, é formada por 700 integrantes mobilizadores comunitários de mais de 300 favelas e aliados técnicos. A RFS trabalha de forma a integrar a luta pela justiça climática amplificando o potencial das favelas como modelos de comunidades sustentáveis.
No 1º Festival Favela Sustentável (FFS), na Fundição Progresso, estes coletivos de favelas e demais aliados, realizaram um grande encontro, com o foco em soluções socioambientais, num diálogo entre os integrantes da Rede Favela Sustentável e o público geral. Foram numerosas apresentações culturais, oficinas manuais e rodas de conversa, exposições, estandes, feira e terapias de cura coletivas. Conheça aqui a extensa programação que rolou durante um dia inteiro de atividades.
Essa programação reflete uma construção de conhecimentos e de tecnologias ancestrais que vem acontecendo em territórios de favela, o que possibilitou no festival, uma grande troca de experiências. Ao longo do dia, esses territórios se colocaram em evidência, no Centro da cidade, com suas soluções, como locais que elaboram e viabilizam infraestruturas, geram tecnologias, promovem pesquisas e atuam em incidência política nas áreas de justiça climática, educação socioambiental, políticas participativas, cultura e memória local, soberania alimentar, saúde coletiva, economia solidária, saneamento básico, justiça energética, transporte justo e moradia sustentável.
Lançamento da Publicação “Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias”
Reforçando a agenda de atividades do G20 Social no Rio de Janeiro, a Secretaria Nacional das Periferias (SNP), do Ministério das Cidades (MCID) promove, em parceria com a Rede Favela Sustentável (RFS), o evento de lançamento da publicação “Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública”, elaborada pela SNP.
A RFS integrou o Grupo de Trabalho Ampliado de Acompanhamento - GTAA, colaborando com o trabalho que resultou na publicação a ser lançada, a primeira dedicada a divulgar de forma mais ampla a nova política pública de adaptação climática inclusiva para periferias urbanas.
A publicação foi desenvolvida dentro do Projeto Cidade Presente (DUS),via a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, e financiada pelo Ministério Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ), que colabora com o Ministério das Cidades no fortalecimento das capacidades técnicas em desenvolvimento urbano integrado, sendo abordadas questões como a integração entre setores, integração entre pessoas, integração entre territórios e integração entre cidade e natureza.
O evento, desta forma, busca fortalecer as Soluções Baseadas na Natureza como ação inovadora para melhorar a qualidade urbana e ambiental nas periferias, articulando as iniciativas periféricas, a atuação do Governo Federal e o apoio da GIZ.
Objetivos:
Apresentar e dialogar sobre o conceito de SBN para integrantes da RFS e aliados ao lançar a publicação ”Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública” da SNP/MCID;
Reconhecer, apresentar e fortalecer iniciativas já existentes de SBN da Rede Favela Sustentável;
Divulgar a inserção da Ação de SBN nas Periferias no Programa Cidades Verdes Resilientes e Programa Periferia Viva como forma de apoiar e potencializar iniciativas periféricas de SBN, intensificando a colaboração na esfera federal (MMA e MCID).
Organização: Rede Favela Sustentável
Promoção: Secretaria Nacional de Periferias, Ministério das Cidades
Apoio: Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH
Parceria: Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente
PROGRAMAÇÃO
08:45h - Recepção: Chegada, Acolhimento e Café
09:00h - Abertura: O Que São Soluções Baseadas na Natureza (SBN)?, com Theresa Williamson (Diretora Executiva da Comunidades Catalisadoras), Gisele Moura (Coordenadora da Equipe de Gestão, Rede Favela Sustentável), Sarah Habersack (Diretora de Transformação Urbana da GIZ Brasil), e Luiz Arend (Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID).
09:30h - Experiências de SBN das Favelas da Rede Favela Sustentável (RFS), com Alessandra Roque (Providência Agroecológica), Luis Cassiano (Teto Verde Favela), Otávio Alves Barros (Cooperativa Vale Encantado), Ana Santos (CEM), Roberto Fonseca (Horto Natureza), e Alan Brum (Raízes em Movimento).
10:30h - Lançamento da Publicação “SBN nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública”, com Luiz Arend Filho, Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID.
11:00h - Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como Política Pública, com Adalberto Maluf (Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente, pelo Programa Cidades Verdes Resilientes), e Guilherme Simões (Secretário Nacional de Periferias, Ministério das Cidades, pelo SBN nas Periferias).
11:30h - Debate Aberto
12:00h - Encerramento
‘Saberes Afetivos e Sabores da Rede Favela Sustentável’ Encerra 13° Festival Filmambiente Dialogando Sobre Segurança e Soberania Alimentar nas Favelas
No dia 30 de agosto, na Arena Dicró, na Penha, Zona Norte do Rio, aconteceu a mesa de diálogo “Saberes Afetivos e Sabores da RFS“ com oito mobilizadores de favelas do Grande Rio, que integram a Rede Favela Sustentável (RFS)*. O evento promoveu experiências que abrangem todo o ciclo do alimento, desde o plantio até o consumo, com foco na segurança e na soberania alimentar das favelas. A mesa fez parte do encerramento do 13° Festival Internacional de Audiovisual Ambiental (Filmambiente), que acontece desde 2011, exibindo o melhor do cinema mundial, dentro da temática da sustentabilidade.
Participaram os mobilizadores da Zona Norte: Luis Cassiano do Teto Verde Favela no Parque Arará; Valdirene Militão do Projeto Ricardo Barriga na favela Roquete Pinto, no Complexo da Maré e da Fiocruz Mata Atlântica; Claudia Queiroga do Gastromotiva no Engenho da Rainha; e Patrícia Ramalho do Eixo de Saúde da Redes da Maré e Maré de Sabores. Da Zona Central e Zona Sul estiveram presentes Silvania da Silva, do coletivo Erveiras e Erveiros do Salgueiro e Evânia de Paula do O Design e o Bem Viver do Vidigal. E estiveram presentes Anna Paula Salles, fundadora de A.M.I.G.A.S., associação de mulheres no Engenho, na cidade de Itaguaí, e Aparecida Passos, do Instituto Mãos à Obra, na cidade de Mesquita, ambos municípios da Baixada Fluminense.
✨ REDE FAVELA SUSTENTÁVEL REALIZA 1º FESTIVAL "FAVELA NO CENTRO DAS SOLUÇÕES" NA LAPA, REUNINDO MAIS DE 90 FAVELAS E 100 ATIVIDADES ABERTAS E GRATUITAS AO PÚBLICO ✨
100 ATIVIDADES, APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS, OFICINAS PARA ADULTOS E CRIANÇAS, RODAS DE CONVERSA, FILMES, EXPOSIÇÕES, ESTANDES, FEIRA, TERAPIAS, EM 6 DIFERENTES ESPAÇOS NA FUNDIÇÃO PROGRESSO
Neste sábado, 19 de outubro, a Rede Favela Sustentável realiza seu primeiro evento aberto ao público após sete anos de crescente atuação. A primeira edição do Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções será uma grande feira de soluções reunindo mais de 1300 moradores de 90 favelas do Grande Rio e o público de toda a cidade. O evento contará com mais de 100 atividades, entre intervenções artísticas, oficinas para adultos e crianças, rodas de conversa, filmes, exposições, estandes, feira e terapias.
1° Festival Favela Sustentável
FAVELA NO CENTRO DAS SOLUÇÕES
15 de outubro de 2024 — Neste sábado, dia 19 de outubro de 2024, acontece o 1º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções, na Fundição Progresso, das 9-17h, com 100 atividades e totalmente gratuito. O Festival visa ocupar este espaço icônico da produção cultural da cidade, no Centro do Rio de Janeiro, com sabedoria, tecnologias e produções periféricas, geradas nas favelas do Grande Rio, através de mais de 100 coletivos socioambientais e aliados da Rede Favela Sustentável. Todo o público, de todas as idades, é convidado para aprender e trocar juntos, quebrando barreiras históricas e reconhecendo a potência das comunidades fluminenses.
Introdução ao Festival
Desde 2017 a Rede Favela Sustentável vem crescendo, hoje formada por 700 integrantes, mobilizadores comunitários de mais de 300 favelas e aliados técnicos, trabalhando de forma integrada na luta por justiça climática através da realização do potencial das favelas como modelos de comunidades sustentáveis.
São estes coletivos comunitários e aliados que irão realizar, no sábado, o seu 1º Festival Favela Sustentável, na Fundição Progresso, na Lapa, Centro do Rio de Janeiro. Será uma grande feira de soluções e cultura socioambientais, com atividades e diálogos da Rede Favela Sustentável voltadas para o grande público. Desde apresentações culturais, oficinas manuais e rodas de conversa, a exposições, estandes, feira e terapias, a lateral da Fundição Progresso, logo abaixo dos Arcos da Lapa, estará pulsando com soluções e esperança, geradas pelas favelas da cidade.
A programação contempla…
Apresentações culturais, como: Música Pela Paz, "Eu Nasci na Escravidão" Balé com Coreografia Baseada na História de Zumbi dos Palmares, Sarau Ciranda com Poesias e Danças, Apresentação Cultural e Oficina de Ervas Sagradas, Coral Dançante Interpretativo, Batalha do Grau, Funk e Meio Ambiente, Oficina de Dança e Percussão Afro, e Samba de Roda Filhos de Angola.
Rodas de conversa sobre: a importância das memórias, empreendedorismo feminino negro, direito à água, energia solar social, tuberculose, banho de floresta, ancestralidade literária, e mais.
Exposições de: Memória Climática das Favelas, A História dos Rios e da Mata Machado, Memórias do Cerro Corá, Imagens de Memória e Luta, Horta Social para Terceira Idade, entre outras.
Oficinas manuais para adultos e crianças, entre elas: Intervenção Artística com Resíduos, Teto Verde, Estamparia com Pigmentos da Terra, Receita de Vó na Roda, CriAção Sustentável, Estêncil, Quintais Erveiros e Ervas Medicinais, Saberes e Aromas Sustentáveis, 'Brinquedos, Invenção e Infância: O que Pode a Imaginação?', A Importância das Cores na Alimentação Saudável, Forno Solar, Lixo que se Transforma, (vermi)Compostagem, Educação em Solos, e como montar uma pesquisa popular pelo Kobotoolbox.
Cineclube com debates, contemplando: O Audiovisual a Serviço do Social, Exibição dos Filmes "Histórias de Pescador" e "Baía", Curtas "Saúde na Perspectiva Antirracista" e "Todo Mundo Pode Brincar", Oficina com Pesquisadores Crias das Favelas e Periferias, e "Seguramos o Céu Contando Histórias".
Stands, feira e oficinas de economia solidária ao longo de todo o dia no Espaço Feirante, com 50 barracas dedicadas à valorizar trocas de informações, produtos e experiências com diversos coletivos populares.
O Festival será uma celebração das iniciativas e vivências de cada um dos onze objetivos temáticos da Rede Favela Sustentável, proporcionando um espaço acolhedor e dinâmico para troca de saberes e fortalecimento de laços entre as comunidades e a cidade como um todo.
Favelas Geram Soluções
Desde seu lançamento em 2017, a Rede Favela Sustentável vem crescendo a cada mês, realizando ações coletivas, nos e entre territórios de favela. Gera uma grande troca de conhecimentos, resgate de memória e pertencimento, construção de infraestrutura e tecnologias ambientais, pesquisa e incidência política. Todas essas ações sempre aconteceram dentro dos territórios, nós por nós, sendo comunicadas através das mídias. O 1º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções, é a primeira vez que o público terá a oportunidade de estar em contato presencialmente com diversas soluções geradas por favelas e comunidades periféricas, numa grande feira de trocas de experiências e saberes.
Programação 1° Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções
Data: 19 de outubro de 2024
Horário: 09h às 17h
Local: Fundição Progresso, Rua dos Arcos, nº 24 - Lapa, Rio de Janeiro/RJ
Sobre os Coletivos Integrantes
O 1º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções acontece através das atividades de mais de 100 coletivos socioambientais e aliados representando 90 favelas de todo o Grande Rio.
Veja a lista de favelas, periferias e municípios que farão parte do Festival Favela Sustentável: Acari, Aldeia Rochedo Puri, Anil, Antares, Asa Branca, Babilônia, Bairro Parque Capivari, Bangu, Barros Filho, Benfica, Brasilândia, Caetés, Campo Grande, Campos Elíseos, Cerro Corá, Cesarão, Chapéu-Mangueira, Cidade Alta / Cordovil, Cidade de Deus, Colônia Juliano Moreira, Complexo da Mangueirinha, Complexo da Maré, Complexo da Penha, Complexo da Vila Norma, Complexo do Alemão, Cosmos, Eden, Engenho Novo, Gardenia Azul, Guaxindiba, Horto, Independência, Inhauma, Irajá, Itaipuaçu/Inoã, Jacarezinho, Jacutinga, Jardim Maravilha, Jardim Paraiso, Lins, Madureira, Magarça, Manguinhos, Mata Machado, Mineira, Morro Arroz, Morro do Conceito-Vilar Dos Teles, Morro dos Macacos, Muquiço, Nova Campinas, Paciência, Palmeirinha, Parada São Jorge, Paraíso, Parque Arará, Parque Horácio Cordeiro Franco/Benfica, Parque Marilândia, Pavão-Pavãozinho / Cantagalo, Pavuna, Pedra de Guartiba, Petrópolis, Pingo d'água, Praça Seca, Praia da Rosa, Providência, Queimados, Ramos, Rio das Pedras, Rocinha, Sacramento, Salgueiro, Santa Cruz, Santa Inês, Santa Marta, Sepetiba, Terra Nostra/Barros Filho, Tijuquinha, Trindade, Vale Encantado, Vargem Grande, Vidigal, Vila Aliança, Vila Autódromo, Vila Cruzeiro, Vila do Pinheiro, Vila Isabel, Vila Kennedy, Vila Parque da Cidade, Vila Santa Luzia, e Vila Vintém.
Sobre a Rede Favela Sustentável
A Rede Favela Sustentável é uma rede formada por 700 integrantes, mobilizadores comunitários de mais de 300 favelas e aliados técnicos. Trabalhamos integrados na luta por justiça climática para realizar o potencial das favelas como comunidades sustentáveis através de 11 eixos (Justiça Climática, Educação Socioambiental, Políticas Públicas Participativas, Cultura e Memória Local, Soberania Alimentar, Saúde Coletiva, Economia Solidária, Direito ao Saneamento, Justiça Energética, Transporte Justo, Moradia Sustentável). Buscamos fomentar qualidades já existentes nas favelas para impulsionar, concretizar e amplificar o seu potencial. A RFS atua na perspectiva de favelas como fontes de soluções, inclusive para a sustentabilidade humana, baseado no conceito de Desenvolvimento Comunitário com Base em Ativos, que tem como foco o desenvolvimento de moradores e o território de acordo com suas potências. Clique para saber mais sobre a rede e o FFS. A organização gestora da Rede Favela Sustentável é a Comunidades Catalisadoras (ComCat), vencedora do prêmio da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) em 2022 entre outros, pelo seu trabalho, desde 2000, realizando projetos de suporte estratégico aos mobilizadores de favelas do Grande Rio.
Apoio
O 1º Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções é realizado pela Rede Favela Sustentável com o apoio do re:arc Institute e a parceria da Fundição Progresso, Local Futures, e CEDAE.
Contato Para Imprensa
WhatsApp: Assuntos gerais: (21) 972.538.748 ou Imprensa: (21) 991.976.444
Instagram: www.instagram.com/favelasustentavel
Email: rede@favelasustentavel.org
International/English: press@catcomm.org | +55-21-991976444
Material de Apoio para Imprensa (uso livre)
Programação em Planilha (veja por aba)
Imagens em vídeo [uso liberado, desde que para cobertura desta pauta e atribuição à Rede Favela Sustentável/ComCat]
Fotografias [uso liberado, desde que para cobertura desta pauta e atribuição à Rede Favela Sustentável/ComCat]
Intercâmbio da Rede Favela Sustentável no CEM, Complexo da Penha
Instalação de Sistema Solar na AMAC, Duque de Caxias
Lançamento da Exposição Memória Climática das Favelas, Vila Autódromo
Mutirão na Horta Comunitária Jurema Gomes Batista, Salgueiro
O 13º Festival Filmambiente Começou!
Este ano o festival carioca acontece entre 22 e 30 de agosto, em parceria com a Rede Favela Sustentável.
Datas-chave:
Abertura: dia 22 de agosto | 19 horas | Cinesystem Botafogo (Praia de Botafogo 316 (ex-Espaço Itaú de Cinema)
Premiação: dia 27 de agosto | 21 horas | Cinesystem Botafogo (Praia de Botafogo 316 (ex-Espaço Itaú de Cinema)
Nosso Evento: dia 30 de agosto | 15 horas | Arena Dicró: Mesa de Saberes e Sabores da Rede Favela Sustentável, com apresentações de 10 lideranças na área da sobre soberania e segurança alimentar das favelas
Acompanhe o Festival Filmambiente e a nossa parceria através das nossas redes sociais.Assista e compartilhe aos nossos materiais e vídeos que saíram em colaboração com o festival clicando aqui, aqui e aqui.
A Rede Favela Sustentável Está no Festival Filmambiente!
Dentro da programação deste ano, o tema da soberania alimentar, que envolve a autonomia alimentar nas comunidades, ganha espaço na mesa “Agroecologia, Soberania Alimentar e Cozinhas Solidárias em Favelas”, promovida pela Rede Favela Sustentável, com 10 projetos inspiradores do Grande Rio dialogando sobre suas práticas.
Será um lindo encontro a ser realizado no dia 30 de agosto, às 15h, na Arena Cultural Dicró, Parque Ary Barroso (Penha).
Você é nosso convidado especial para um evento transformador, repleto de aprendizados e troca de afetos, com convidados que são verdadeiras referências locais e fluminenses.
Contaremos com falas inspiradoras de: Roberto Fonseca (Horto Natureza), Luis Cassiano (Teto Verde Favela/Parque Arará), Evânia de Paula (O Design e O Bem Viver/Vidigal), Ana Santos (CEM/Complexo da Penha), Silvania da Silva (Erveiras e Erveiros do Salgueiro), Valdirene Militão (Fiocruz FMA e Projeto Ricardo Barriga/Complexo da Maré), Claudia Queiroga (Gastromotiva/Engenho da Rainha), Anna Paula Salles (A.M.I.G.A.S. Itaguaí), Aparecida Passos (Instituto Mãos à Obra/Mesquita), e Rayanne Felix e Patrícia Ramalho (Maré de Sabores/Eixo de Saúde do Redes da Maré).
Teremos três mesas fascinantes abordando temas essenciais como água, solo, plantio e hortas comunitárias, agroecologia, ervas e matos comestíveis, cozinha afetiva, agroecologia e mais!
Este é um encontro único para celebrar o “nós por nós” que impulsiona a segurança e soberania alimentar nas favelas do Grande Rio.
Venha se inspirar, aprender e compartilhar com a gente! Esperamos por você!
Caso tenha interesse no auxílio-transporte, se inscreva aqui
E mais...
Para nos inspirarmos ainda mais neste momento, te convidamos a assistir o vídeo sobre a emocionante Roda de Memória Climática do Complexo da Penha, realizada em maio no mesmo espaço, a Arena Dicró e Parque Ary Barroso. Nesse dia, moradores e lideranças da comunidade se reuniram para compartilhar e registrar experiências e saberes, em conversas que abordaram a ocupação e a história do Complexo, o impacto das mudanças climáticas, o direito à moradia e as soluções locais. O encontro foi encerrado no Santuário da Penha, proporcionando uma reflexão coletiva sobre a memória local e acompanhada de um belo pôr do sol.
“Nossa luta é por uma árvore em pé, uma casa digna, e uma comida no prato!” — Ana Santos (Centro de Integração da Serra da Misericórdia, ou CEM)
Essa e muitas outras falas inspiradoras estão presentes no vídeo “Mergulho na Memória Climática do Complexo da Penha", que lançamos hoje no canal da Rede Favela Sustentável:




