A Gente Só Tem Dignidade Quando a Favela e a Comunidade Se Tornam Sustentáveis’: Mutirão Preserva Agrofloresta no Morro da Providência
A agrofloresta do Morro da Providência, no Centro do Rio, pulsa com mais saúde desde 12 de julho. Nesta data, o espaço comum da comunidade, conhecido como Java, recebeu um mutirão de limpeza e manutenção organizado por integrantes da Providência Agroecológica. Divulgado pela Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável* e outros coletivos, a ação contou também com o apoio de uma agente comunitária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima e agentes de limpeza da Comlurb. Ao final do mutirão, 20 sacos de lixo foram retirados da agrofloresta.
Desde 2013, a Providência Agroecológica desenvolve o território e fortelece o pertencimento dos moradores do Morro da Providência. Sua sede conta com mais de 1.200 espécies vegetais. Articulando o desenvolvimento comunitário com agroecologia, educação socioambiental, saúde e bem-estar da comunidade, o projeto é coordenado por Alessandra Roque, mateira e raizeira, moradora da Providência desde 1997, e Lorena Portela, engenheira ambiental de Niterói. A sede é situada em um espaço verde acima do Túnel João Ricardo. Alessandra explica a dinâmica dos mutirões de limpeza, que acontecem mensalmente com o objetivo de manutenção do espaço.
“Aqui, como é aberto para todas as pessoas, é mais difícil manter limpo… É um trabalho de formiguinha: uma vez por mês a gente faz o mutirão. Cada mês depende muito: o mês [que] tem muita gente no mutirão, a gente tira muita coisa. O mês que tem pouca [gente], a gente tira menos, porque é um trabalho muito cansativo. Abaixa, levanta, abaixa, levanta e o peso… No mês passado, a gente teve [mais] ajuda e aí a gente tirou 68 sacos de lixo, incluindo os entulhos… Se você levar em conta que a gente não deixa aumentar [a quantidade de lixo], já está de bom tamanho.” — Alessandra Roque
O mutirão se dedicou à retirada de lixo inorgânico, como sacolas e embalagens plásticas. Os materiais orgânicos, como sobras de capina e podas de árvores, permanecem no espaço, sendo reutilizados como adubo pelas próprias plantas da agrofloresta.
O trabalho de limpeza e manutenção da agrofloresta encontra muitos desafios. Alessandra enumera dificuldades com alguns moradores, pessoas em situação de rua e com o poder público. Durante o mutirão, ela denunciou o descaso de uma obra recente da Prefeitura, que, ao construir um corrimão para a escada de acesso à comunidade, deixou lixo no canteiro.
Inaugurando o Mês dos Museus, em 03 de Maio a Rede Favela Sustentável Lança Exposição Inédita ‘Memória Climática das Favelas’ [RELEASE]
A Relação Entre Favelas Cariocas, Clima e Natureza É Tema da Exposição Completa ‘Memória Climática das Favelas’, que Traz Extensa Linha do Tempo, Dados Inéditos e Depoimentos Inusitados de 10 Favelas ao Público, Inclusive das 3 Maiores [Release em PDF]
Após mais de três anos em desenvolvimento, neste sábado, 03 de maio de 2025, acontece o tão esperado lançamento da exposição completa “Memória Climática das Favelas”, informada por 1145 testemunhos de 10 favelas, organizada por onze museus e coletivos de memória das favelas, integrantes da Rede Favela Sustentável, aberto ao grande público no Museu da Maré com visitação até 30 de julho. O evento, que começa às 8h30 e termina 17h, contará com uma abertura oficial com falas dos realizadores e participantes, banners, vídeos, linha do tempo, poço das memórias, mapa interativo, esquete ambiental e tenda com atividades para crianças, entre outras atrações.
28 de abril de 2025 — No fim de semana que inicia o Mês dos Museus, a Rede Favela Sustentável inaugura, no sábado, 03 de maio, no Museu da Maré, a exposição completa ‘Memória Climática das Favelas’. Reunindo depoimentos e dados históricos inéditos, com profunda afetividade, sobre a relação de 10 favelas com o clima e a natureza, o projeto Memória Climática das Favelas promove um salto fundamental com o objetivo de atingir a compreensão necessária para alcançar a tão esperada integração efetiva e o desenvolvimento sustentável pleno do Rio de Janeiro, cidade complexa na qual vivemos.
Representando as três maiores favelas do município (Rocinha, Rio das Pedras e Complexo da Maré), favelas marcadas por graves impactos climáticos (Acari, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/ Cantagalo), outras que se tornaram destinos para deslocados climáticos (Antares e Cidade de Deus), e ainda comunidades com projetos exemplares de coexistência com a natureza (Horto e Complexo da Penha)—a exposição foi resultado de 1145 testemunhos sistematizados de 382 participantes durante rodas de conversa nestas 10 favelas ao longo de 2023 e 2024.
IMPERDÍVEL! EXPOSIÇÃO "Memória Climática das Favelas", da Rede Favela Sustentável, aberta ao público no Museu da Maré de 03/05 até 30/07!
Lançamento com programação ampla: Sábado, 03 de maio de 2025, 08:30h - 17:00h
Visitação: 05 de maio a 30 de julho de 2025 (consulte horários do @museudamare)
💭 A Exposição foi elaborada coletivamente a partir do conhecimento produzido em dez grandes rodas de conversa, realizadas em dez favelas da capital fluminense, entre 2023 e 2024: Museu da Maré (Maré), Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo de Memórias do Vidigal (Vidigal), Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu do Horto (Horto), Fala Akari (Acari) e Conexões Periféricas (Rio das Pedras). Esses encontros foram organizados por onze museus e núcleos de memória integrantes da Rede Favela Sustentável, junto de aliados técnicos.
A exposição de Memória Climática das Favelas é potência. Traz conhecimentos inusitados e demarca as favelas como centrais nas discussões sobre mudanças climáticas e o futuro que queremos.
Apoio: ClimateWorks Foundation, Instituto Clima e Sociedade (iCS), re:arc, e Përɨsɨ/UFF.
🗓 Lançamento: 03 de maio | Período de visitação: 05 de maio a 30 de julho de 2025
📍 Museu da Maré | Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré - Rio de janeiro / RJ
🎫 Entrada gratuita
🤳🏽 Maiores informações? Faça contato pelo Zap: 21 97253-8748
Mapeamento de Direto ao Saneamento pela Rede Favela Sustentável
📍 Chegou a hora de mapear os projetos de Saneamento das favelas do Grande Rio!💧
Você atua em iniciativas de mutirão de limpeza, reciclagem, compostagem, biodigestor / biossistema, reaproveitamento de materiais, captura de água de chuva, incidência ou vigilância popular pelo direito à água e saneamento ou contra a poluição na sua favela? Seu trabalho busca algum tipo de solução para os desafios do saneamento básico nas favelas?
Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo.
Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada no
Eixo 8 da RFS - Direito ao Saneamento: Resíduos Sólidos e Água e Saneamento!
🗓 ✍🏽 Responda até o dia 30 de abril, para participar Mapa dos Projetos de Saneamento nas Favelas
Mapeamento de Cultura e Memória Local nas Favelas pela Rede Favela Sustentável
Você atua em iniciativas de museologia social, música, história oral, dança, teatro, cinema, esporte, artes visuais, contação de histórias, sarau, literatura, poesia ou qualquer outra ação que valorize a história e as expressões culturais da sua favela? Seu trabalho busca promover e preservar a cultura, a identidade e a memória da comunidade fluminense? Ou, ainda, você está envolvido com turismo cultural, museus ou projetos/instituições dedicados à preservação da memória das favelas?
Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo. Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada no Eixo 4 da RFS - Cultura e Memória Local!
A partir das respostas, construiremos um mapa bem completo, unificando todos os nossos trabalhos. Também convidaremos os inscritos para participar do grupo do Eixo de Cultura e Memória Local da Rede Favela Sustentável no WhatsApp.
Importante: garantimos a privacidade máxima dos seus dados pessoais, que nunca serão compartilhados com terceiros ou utilizados para fins além da comunicação direta entre a RFS e você.
É importante destacar que só a primeira parte do formulário inclui perguntas obrigatórias, caso você tenha tempo curto para preenchê-lo.
Porém, se tiver mais tempo, será ótimo saber mais da sua organização e iniciativas pelas páginas subsequentes, respondendo as perguntas que te interessam. Utilizaremos as respostas, sobre suas conquistas e demandas de tal jeito que possamos, além de mapear o seu projeto, realizar ações de apoio e fortalecimento futuro, em rede.
Data é 08 de abril de 2025.
Respondendo ou não as páginas opcionais, não deixe de clicar em 'submit' no final do questionário!
Dúvidas? Entre em contato conosco pelo email rede@favelasustentavel.org.
Mapeamento de Projetos de Saúde Coletiva da Rede Favela Sustentável
Você atua com iniciativa de saúde física ou mental, fisioterapia, terapia, cura, esporte, educação alimentar, ou qualquer outro projeto que visa realizar a saúde coletiva nas favelas fluminenses?
Se sim, convidamos você a preencher o formulário abaixo. Participe do novo mapa da Rede Favela Sustentável, que incluirá uma camada focada na saúde coletiva!
A partir das respostas, construiremos um mapa bem completo, unificando todos os nossos trabalhos. Também convidaremos os inscritos para participar do grupo do Eixo de Saúde Coletiva da Rede Favela Sustentável no WhatsApp.
Importante: garantimos a privacidade máxima dos seus dados pessoais, que nunca serão compartilhados com terceiros ou utilizados para fins além da comunicação direta entre a RFS e você.
É importante destacar que só a primeira parte do formulário inclui perguntas obrigatórias, caso você tenha tempo curto para preenchê-lo.
Porém, se tiver mais tempo, será ótimo saber mais da sua organização e iniciativas pelas páginas subsequentes, respondendo as perguntas que te interessam. Utilizaremos as respostas, sobre suas conquistas e demandas de tal jeito que possamos, além de mapear o seu projeto, realizar ações de apoio e fortalecimento futuro, em rede.
Data ideal para preenchimento é até 28 de fevereiro; data-limite é 15 de março de 2025.
Respondendo ou não as páginas opcionais, não deixe de clicar em 'submit' no final do questionário!
Dúvidas? Entre em contato conosco pelo email rede@favelasustentavel.org.
Favela no Centro das Soluções: Retrospectiva 2024 da Rede Favela Sustentável
Vídeo 2024
2024 foi um ano de conquistas e marcos históricos para a Rede Favela Sustentável!
Completamos o ciclo de 10 Rodas de Memória Climática das Favelas e finalizamos as apresentações locais de dados sobre justiça hídrica e energética em 15 territórios. Esse trabalho culminou em um momento marcante: a presença da Comitiva da RFS Rumo a Brasília pela Energia Justa.
Durante a Semana da Energia, nossas vozes ecoaram em defesa de uma transição energética justa, colocando as favelas no centro das decisões nacionais sobre sustentabilidade e justiça climática. Outro grande destaque foi o 1o Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções, uma celebração inédita do protagonismo das favelas. Com feiras, oficinas, apresentações culturais e atividades gratuitas, o festival mostrou que as favelas produz diversas soluções para um futuro sustentável.
Além disso, 2024 contou com iniciativas como a série de matérias sobre os rios de favelas, oficina de audiovisual para o GT Jovem da RFS, e a sistematização do eixo de soberania alimentar, tivemos destaque na mídia nacional e internacional e nos conectamos com diversos novos parceiros institucionais, nos engajando em eventos importantes, como o 13° Filmambiente, LivMundi e o lançamento da publicação Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias.
Assista à nossa retrospectiva de 2024 e reviva esses momentos únicos que marcaram este ano!
SNP e RFS Unem Forças para o Lançamento da Publicação ‘Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias’ em Evento Paralelo ao G20 Social
A Rede Favela Sustentável (RFS)*, em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades, promoveu, no dia 14 de novembro, o evento de lançamento da publicação Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública. Desde outubro de 2023, o Grupo de Trabalho Ampliado de Acompanhamento (GTAA), que contou com o apoio da GIZ Brasil, desenvolveu esse trabalho engajando, além da Rede Favela Sustentável, o Instituto Perifa Sustentável, o Grupo de Pesquisa e Extensão Periférico Grupo Periférico – UNB, Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS), Aliança Bioconexão Urbana, SEMASA Santo André, Banco Mundial no Brasil, Rede por Adaptação Antirracista, e o pesquisador independente Erich Wolff.
O evento de lançamento no Rio de Janeiro foi realizado no atelier com sua exposição permanente de imagens da história da primeira favela, o Zona Imaginária, no bairro da Gamboa, como atividade paralela ao G20 Social. Com o objetivo de ampliar o diálogo de saberes em torno de uma política pública que incentive a adaptação climática em territórios periféricos, a partir do Programa Periferia Viva, foi um passo importante para a inovação na forma de construções a partir de Soluções Baseadas na Natureza (SBN).
A atividade reuniu experiências práticas de SBN nas favelas, realizadas por integrantes da Rede Favela Sustentável, representados por Alessandra Roque (Providência Agroecológica), Luis Cassiano (Teto Verde Favela) do Parque Arará, Otávio Alves Barros (Cooperativa Vale Encantado), Roberto Fonseca (Horto Natureza) e Alan Brum (Raízes em Movimento) do Complexo do Alemão. Também estiveram presentes Raissa Monteiro (GIZ Brasil), e os Secretários Nacionais Adalberto Maluf (Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática) e Guilherme Simões (Secretaria Nacional das Periferias, Ministério das Cidades), reforçando o compromisso da União com soluções para o enfrentamento da crise climática em áreas periféricas e de favelas, regiões mais vulneráveis climaticamente.
VEJA COMO FOI A PROGRAMAÇÃO
08:45h - Recepção: Chegada, Acolhimento e Café
09:00h - Abertura: O Que São Soluções Baseadas na Natureza (SBN)?, com Theresa Williamson (Diretora Executiva da Comunidades Catalisadoras), Gisele Moura (Coordenadora da Equipe de Gestão, Rede Favela Sustentável), Sarah Habersack (Diretora de Transformação Urbana da GIZ Brasil), e Luiz Arend (Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID).
09:30h - Experiências de SBN das Favelas da Rede Favela Sustentável (RFS), com Alessandra Roque (Providência Agroecológica), Luis Cassiano (Teto Verde Favela), Otávio Alves Barros (Cooperativa Vale Encantado), Ana Santos (CEM), Roberto Fonseca (Horto Natureza), e Alan Brum (Raízes em Movimento).
10:30h - Lançamento da Publicação “SBN nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública”, com Luiz Arend Filho, Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID.
11:00h - Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como Política Pública, com Adalberto Maluf (Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente, pelo Programa Cidades Verdes Resilientes), e Guilherme Simões (Secretário Nacional de Periferias, Ministério das Cidades, pelo SBN nas Periferias).
11:30h - Debate Aberto
12:00h - Encerramento
1º Festival Favela Sustentável ‘Favela no Centro das Soluções’ Recebe 1.100 Pessoas Vivenciando a Potência Socioambiental das Favelas
Aconteceu no sábado, 19 de outubro, o primeiro evento aberto ao público após sete anos de atuação da Rede Favela Sustentável (RFS)*. O 1º Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções reuniu 1.100 pessoas de todo Grande Rio, na Lapa, coração da cidade. O evento contou com 100 atividades gratuitas protagonizadas por mobilizadores de mais de 90 favelas, entre elas intervenções artísticas, oficinas manuais para adultos e crianças, rodas de conversa, exibição de filmes, exposições, estandes, feira, terapias e práticas de cura individuais e coletivas.
A Rede Favela Sustentável se estabeleceu em 2017 e desde então vem ampliando a sua atuação em territórios de favelas e periferias do Grande Rio. Hoje em dia, é formada por 700 integrantes mobilizadores comunitários de mais de 300 favelas e aliados técnicos. A RFS trabalha de forma a integrar a luta pela justiça climática amplificando o potencial das favelas como modelos de comunidades sustentáveis.
No 1º Festival Favela Sustentável (FFS), na Fundição Progresso, estes coletivos de favelas e demais aliados, realizaram um grande encontro, com o foco em soluções socioambientais, num diálogo entre os integrantes da Rede Favela Sustentável e o público geral. Foram numerosas apresentações culturais, oficinas manuais e rodas de conversa, exposições, estandes, feira e terapias de cura coletivas. Conheça aqui a extensa programação que rolou durante um dia inteiro de atividades.
Essa programação reflete uma construção de conhecimentos e de tecnologias ancestrais que vem acontecendo em territórios de favela, o que possibilitou no festival, uma grande troca de experiências. Ao longo do dia, esses territórios se colocaram em evidência, no Centro da cidade, com suas soluções, como locais que elaboram e viabilizam infraestruturas, geram tecnologias, promovem pesquisas e atuam em incidência política nas áreas de justiça climática, educação socioambiental, políticas participativas, cultura e memória local, soberania alimentar, saúde coletiva, economia solidária, saneamento básico, justiça energética, transporte justo e moradia sustentável.
Lançamento da Publicação “Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias”
Reforçando a agenda de atividades do G20 Social no Rio de Janeiro, a Secretaria Nacional das Periferias (SNP), do Ministério das Cidades (MCID) promove, em parceria com a Rede Favela Sustentável (RFS), o evento de lançamento da publicação “Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública”, elaborada pela SNP.
A RFS integrou o Grupo de Trabalho Ampliado de Acompanhamento - GTAA, colaborando com o trabalho que resultou na publicação a ser lançada, a primeira dedicada a divulgar de forma mais ampla a nova política pública de adaptação climática inclusiva para periferias urbanas.
A publicação foi desenvolvida dentro do Projeto Cidade Presente (DUS),via a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, e financiada pelo Ministério Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ), que colabora com o Ministério das Cidades no fortalecimento das capacidades técnicas em desenvolvimento urbano integrado, sendo abordadas questões como a integração entre setores, integração entre pessoas, integração entre territórios e integração entre cidade e natureza.
O evento, desta forma, busca fortalecer as Soluções Baseadas na Natureza como ação inovadora para melhorar a qualidade urbana e ambiental nas periferias, articulando as iniciativas periféricas, a atuação do Governo Federal e o apoio da GIZ.
Objetivos:
Apresentar e dialogar sobre o conceito de SBN para integrantes da RFS e aliados ao lançar a publicação ”Soluções Baseadas na Natureza nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública” da SNP/MCID;
Reconhecer, apresentar e fortalecer iniciativas já existentes de SBN da Rede Favela Sustentável;
Divulgar a inserção da Ação de SBN nas Periferias no Programa Cidades Verdes Resilientes e Programa Periferia Viva como forma de apoiar e potencializar iniciativas periféricas de SBN, intensificando a colaboração na esfera federal (MMA e MCID).
Organização: Rede Favela Sustentável
Promoção: Secretaria Nacional de Periferias, Ministério das Cidades
Apoio: Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH
Parceria: Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente
PROGRAMAÇÃO
08:45h - Recepção: Chegada, Acolhimento e Café
09:00h - Abertura: O Que São Soluções Baseadas na Natureza (SBN)?, com Theresa Williamson (Diretora Executiva da Comunidades Catalisadoras), Gisele Moura (Coordenadora da Equipe de Gestão, Rede Favela Sustentável), Sarah Habersack (Diretora de Transformação Urbana da GIZ Brasil), e Luiz Arend (Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID).
09:30h - Experiências de SBN das Favelas da Rede Favela Sustentável (RFS), com Alessandra Roque (Providência Agroecológica), Luis Cassiano (Teto Verde Favela), Otávio Alves Barros (Cooperativa Vale Encantado), Ana Santos (CEM), Roberto Fonseca (Horto Natureza), e Alan Brum (Raízes em Movimento).
10:30h - Lançamento da Publicação “SBN nas Periferias: Avanços na Regulamentação de Uma Nova Política Pública”, com Luiz Arend Filho, Coordenador no Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, SNP/MCID.
11:00h - Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como Política Pública, com Adalberto Maluf (Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente, pelo Programa Cidades Verdes Resilientes), e Guilherme Simões (Secretário Nacional de Periferias, Ministério das Cidades, pelo SBN nas Periferias).
11:30h - Debate Aberto
12:00h - Encerramento
‘Saberes Afetivos e Sabores da Rede Favela Sustentável’ Encerra 13° Festival Filmambiente Dialogando Sobre Segurança e Soberania Alimentar nas Favelas
No dia 30 de agosto, na Arena Dicró, na Penha, Zona Norte do Rio, aconteceu a mesa de diálogo “Saberes Afetivos e Sabores da RFS“ com oito mobilizadores de favelas do Grande Rio, que integram a Rede Favela Sustentável (RFS)*. O evento promoveu experiências que abrangem todo o ciclo do alimento, desde o plantio até o consumo, com foco na segurança e na soberania alimentar das favelas. A mesa fez parte do encerramento do 13° Festival Internacional de Audiovisual Ambiental (Filmambiente), que acontece desde 2011, exibindo o melhor do cinema mundial, dentro da temática da sustentabilidade.
Participaram os mobilizadores da Zona Norte: Luis Cassiano do Teto Verde Favela no Parque Arará; Valdirene Militão do Projeto Ricardo Barriga na favela Roquete Pinto, no Complexo da Maré e da Fiocruz Mata Atlântica; Claudia Queiroga do Gastromotiva no Engenho da Rainha; e Patrícia Ramalho do Eixo de Saúde da Redes da Maré e Maré de Sabores. Da Zona Central e Zona Sul estiveram presentes Silvania da Silva, do coletivo Erveiras e Erveiros do Salgueiro e Evânia de Paula do O Design e o Bem Viver do Vidigal. E estiveram presentes Anna Paula Salles, fundadora de A.M.I.G.A.S., associação de mulheres no Engenho, na cidade de Itaguaí, e Aparecida Passos, do Instituto Mãos à Obra, na cidade de Mesquita, ambos municípios da Baixada Fluminense.
✨ REDE FAVELA SUSTENTÁVEL REALIZA 1º FESTIVAL "FAVELA NO CENTRO DAS SOLUÇÕES" NA LAPA, REUNINDO MAIS DE 90 FAVELAS E 100 ATIVIDADES ABERTAS E GRATUITAS AO PÚBLICO ✨
100 ATIVIDADES, APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS, OFICINAS PARA ADULTOS E CRIANÇAS, RODAS DE CONVERSA, FILMES, EXPOSIÇÕES, ESTANDES, FEIRA, TERAPIAS, EM 6 DIFERENTES ESPAÇOS NA FUNDIÇÃO PROGRESSO
Neste sábado, 19 de outubro, a Rede Favela Sustentável realiza seu primeiro evento aberto ao público após sete anos de crescente atuação. A primeira edição do Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções será uma grande feira de soluções reunindo mais de 1300 moradores de 90 favelas do Grande Rio e o público de toda a cidade. O evento contará com mais de 100 atividades, entre intervenções artísticas, oficinas para adultos e crianças, rodas de conversa, filmes, exposições, estandes, feira e terapias.
1° Festival Favela Sustentável
FAVELA NO CENTRO DAS SOLUÇÕES
15 de outubro de 2024 — Neste sábado, dia 19 de outubro de 2024, acontece o 1º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções, na Fundição Progresso, das 9-17h, com 100 atividades e totalmente gratuito. O Festival visa ocupar este espaço icônico da produção cultural da cidade, no Centro do Rio de Janeiro, com sabedoria, tecnologias e produções periféricas, geradas nas favelas do Grande Rio, através de mais de 100 coletivos socioambientais e aliados da Rede Favela Sustentável. Todo o público, de todas as idades, é convidado para aprender e trocar juntos, quebrando barreiras históricas e reconhecendo a potência das comunidades fluminenses.
Introdução ao Festival
Desde 2017 a Rede Favela Sustentável vem crescendo, hoje formada por 700 integrantes, mobilizadores comunitários de mais de 300 favelas e aliados técnicos, trabalhando de forma integrada na luta por justiça climática através da realização do potencial das favelas como modelos de comunidades sustentáveis.
São estes coletivos comunitários e aliados que irão realizar, no sábado, o seu 1º Festival Favela Sustentável, na Fundição Progresso, na Lapa, Centro do Rio de Janeiro. Será uma grande feira de soluções e cultura socioambientais, com atividades e diálogos da Rede Favela Sustentável voltadas para o grande público. Desde apresentações culturais, oficinas manuais e rodas de conversa, a exposições, estandes, feira e terapias, a lateral da Fundição Progresso, logo abaixo dos Arcos da Lapa, estará pulsando com soluções e esperança, geradas pelas favelas da cidade.
A programação contempla…
Apresentações culturais, como: Música Pela Paz, "Eu Nasci na Escravidão" Balé com Coreografia Baseada na História de Zumbi dos Palmares, Sarau Ciranda com Poesias e Danças, Apresentação Cultural e Oficina de Ervas Sagradas, Coral Dançante Interpretativo, Batalha do Grau, Funk e Meio Ambiente, Oficina de Dança e Percussão Afro, e Samba de Roda Filhos de Angola.
Rodas de conversa sobre: a importância das memórias, empreendedorismo feminino negro, direito à água, energia solar social, tuberculose, banho de floresta, ancestralidade literária, e mais.
Exposições de: Memória Climática das Favelas, A História dos Rios e da Mata Machado, Memórias do Cerro Corá, Imagens de Memória e Luta, Horta Social para Terceira Idade, entre outras.
Oficinas manuais para adultos e crianças, entre elas: Intervenção Artística com Resíduos, Teto Verde, Estamparia com Pigmentos da Terra, Receita de Vó na Roda, CriAção Sustentável, Estêncil, Quintais Erveiros e Ervas Medicinais, Saberes e Aromas Sustentáveis, 'Brinquedos, Invenção e Infância: O que Pode a Imaginação?', A Importância das Cores na Alimentação Saudável, Forno Solar, Lixo que se Transforma, (vermi)Compostagem, Educação em Solos, e como montar uma pesquisa popular pelo Kobotoolbox.
Cineclube com debates, contemplando: O Audiovisual a Serviço do Social, Exibição dos Filmes "Histórias de Pescador" e "Baía", Curtas "Saúde na Perspectiva Antirracista" e "Todo Mundo Pode Brincar", Oficina com Pesquisadores Crias das Favelas e Periferias, e "Seguramos o Céu Contando Histórias".
Stands, feira e oficinas de economia solidária ao longo de todo o dia no Espaço Feirante, com 50 barracas dedicadas à valorizar trocas de informações, produtos e experiências com diversos coletivos populares.
O Festival será uma celebração das iniciativas e vivências de cada um dos onze objetivos temáticos da Rede Favela Sustentável, proporcionando um espaço acolhedor e dinâmico para troca de saberes e fortalecimento de laços entre as comunidades e a cidade como um todo.
Favelas Geram Soluções
Desde seu lançamento em 2017, a Rede Favela Sustentável vem crescendo a cada mês, realizando ações coletivas, nos e entre territórios de favela. Gera uma grande troca de conhecimentos, resgate de memória e pertencimento, construção de infraestrutura e tecnologias ambientais, pesquisa e incidência política. Todas essas ações sempre aconteceram dentro dos territórios, nós por nós, sendo comunicadas através das mídias. O 1º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções, é a primeira vez que o público terá a oportunidade de estar em contato presencialmente com diversas soluções geradas por favelas e comunidades periféricas, numa grande feira de trocas de experiências e saberes.
Programação 1° Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções
Data: 19 de outubro de 2024
Horário: 09h às 17h
Local: Fundição Progresso, Rua dos Arcos, nº 24 - Lapa, Rio de Janeiro/RJ
Sobre os Coletivos Integrantes
O 1º Festival Favela Sustentável - Favela no Centro das Soluções acontece através das atividades de mais de 100 coletivos socioambientais e aliados representando 90 favelas de todo o Grande Rio.
Veja a lista de favelas, periferias e municípios que farão parte do Festival Favela Sustentável: Acari, Aldeia Rochedo Puri, Anil, Antares, Asa Branca, Babilônia, Bairro Parque Capivari, Bangu, Barros Filho, Benfica, Brasilândia, Caetés, Campo Grande, Campos Elíseos, Cerro Corá, Cesarão, Chapéu-Mangueira, Cidade Alta / Cordovil, Cidade de Deus, Colônia Juliano Moreira, Complexo da Mangueirinha, Complexo da Maré, Complexo da Penha, Complexo da Vila Norma, Complexo do Alemão, Cosmos, Eden, Engenho Novo, Gardenia Azul, Guaxindiba, Horto, Independência, Inhauma, Irajá, Itaipuaçu/Inoã, Jacarezinho, Jacutinga, Jardim Maravilha, Jardim Paraiso, Lins, Madureira, Magarça, Manguinhos, Mata Machado, Mineira, Morro Arroz, Morro do Conceito-Vilar Dos Teles, Morro dos Macacos, Muquiço, Nova Campinas, Paciência, Palmeirinha, Parada São Jorge, Paraíso, Parque Arará, Parque Horácio Cordeiro Franco/Benfica, Parque Marilândia, Pavão-Pavãozinho / Cantagalo, Pavuna, Pedra de Guartiba, Petrópolis, Pingo d'água, Praça Seca, Praia da Rosa, Providência, Queimados, Ramos, Rio das Pedras, Rocinha, Sacramento, Salgueiro, Santa Cruz, Santa Inês, Santa Marta, Sepetiba, Terra Nostra/Barros Filho, Tijuquinha, Trindade, Vale Encantado, Vargem Grande, Vidigal, Vila Aliança, Vila Autódromo, Vila Cruzeiro, Vila do Pinheiro, Vila Isabel, Vila Kennedy, Vila Parque da Cidade, Vila Santa Luzia, e Vila Vintém.
Sobre a Rede Favela Sustentável
A Rede Favela Sustentável é uma rede formada por 700 integrantes, mobilizadores comunitários de mais de 300 favelas e aliados técnicos. Trabalhamos integrados na luta por justiça climática para realizar o potencial das favelas como comunidades sustentáveis através de 11 eixos (Justiça Climática, Educação Socioambiental, Políticas Públicas Participativas, Cultura e Memória Local, Soberania Alimentar, Saúde Coletiva, Economia Solidária, Direito ao Saneamento, Justiça Energética, Transporte Justo, Moradia Sustentável). Buscamos fomentar qualidades já existentes nas favelas para impulsionar, concretizar e amplificar o seu potencial. A RFS atua na perspectiva de favelas como fontes de soluções, inclusive para a sustentabilidade humana, baseado no conceito de Desenvolvimento Comunitário com Base em Ativos, que tem como foco o desenvolvimento de moradores e o território de acordo com suas potências. Clique para saber mais sobre a rede e o FFS. A organização gestora da Rede Favela Sustentável é a Comunidades Catalisadoras (ComCat), vencedora do prêmio da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) em 2022 entre outros, pelo seu trabalho, desde 2000, realizando projetos de suporte estratégico aos mobilizadores de favelas do Grande Rio.
Apoio
O 1º Festival Favela Sustentável: Favela no Centro das Soluções é realizado pela Rede Favela Sustentável com o apoio do re:arc Institute e a parceria da Fundição Progresso, Local Futures, e CEDAE.
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Fotografias [uso liberado, desde que para cobertura desta pauta e atribuição à Rede Favela Sustentável/ComCat]
Intercâmbio da Rede Favela Sustentável no CEM, Complexo da Penha
Instalação de Sistema Solar na AMAC, Duque de Caxias
Lançamento da Exposição Memória Climática das Favelas, Vila Autódromo
Mutirão na Horta Comunitária Jurema Gomes Batista, Salgueiro
O 13º Festival Filmambiente Começou!
Este ano o festival carioca acontece entre 22 e 30 de agosto, em parceria com a Rede Favela Sustentável.
Datas-chave:
Abertura: dia 22 de agosto | 19 horas | Cinesystem Botafogo (Praia de Botafogo 316 (ex-Espaço Itaú de Cinema)
Premiação: dia 27 de agosto | 21 horas | Cinesystem Botafogo (Praia de Botafogo 316 (ex-Espaço Itaú de Cinema)
Nosso Evento: dia 30 de agosto | 15 horas | Arena Dicró: Mesa de Saberes e Sabores da Rede Favela Sustentável, com apresentações de 10 lideranças na área da sobre soberania e segurança alimentar das favelas
Acompanhe o Festival Filmambiente e a nossa parceria através das nossas redes sociais.Assista e compartilhe aos nossos materiais e vídeos que saíram em colaboração com o festival clicando aqui, aqui e aqui.
A Rede Favela Sustentável Está no Festival Filmambiente!
Dentro da programação deste ano, o tema da soberania alimentar, que envolve a autonomia alimentar nas comunidades, ganha espaço na mesa “Agroecologia, Soberania Alimentar e Cozinhas Solidárias em Favelas”, promovida pela Rede Favela Sustentável, com 10 projetos inspiradores do Grande Rio dialogando sobre suas práticas.
Será um lindo encontro a ser realizado no dia 30 de agosto, às 15h, na Arena Cultural Dicró, Parque Ary Barroso (Penha).
Você é nosso convidado especial para um evento transformador, repleto de aprendizados e troca de afetos, com convidados que são verdadeiras referências locais e fluminenses.
Contaremos com falas inspiradoras de: Roberto Fonseca (Horto Natureza), Luis Cassiano (Teto Verde Favela/Parque Arará), Evânia de Paula (O Design e O Bem Viver/Vidigal), Ana Santos (CEM/Complexo da Penha), Silvania da Silva (Erveiras e Erveiros do Salgueiro), Valdirene Militão (Fiocruz FMA e Projeto Ricardo Barriga/Complexo da Maré), Claudia Queiroga (Gastromotiva/Engenho da Rainha), Anna Paula Salles (A.M.I.G.A.S. Itaguaí), Aparecida Passos (Instituto Mãos à Obra/Mesquita), e Rayanne Felix e Patrícia Ramalho (Maré de Sabores/Eixo de Saúde do Redes da Maré).
Teremos três mesas fascinantes abordando temas essenciais como água, solo, plantio e hortas comunitárias, agroecologia, ervas e matos comestíveis, cozinha afetiva, agroecologia e mais!
Este é um encontro único para celebrar o “nós por nós” que impulsiona a segurança e soberania alimentar nas favelas do Grande Rio.
Venha se inspirar, aprender e compartilhar com a gente! Esperamos por você!
Caso tenha interesse no auxílio-transporte, se inscreva aqui
E mais...
Para nos inspirarmos ainda mais neste momento, te convidamos a assistir o vídeo sobre a emocionante Roda de Memória Climática do Complexo da Penha, realizada em maio no mesmo espaço, a Arena Dicró e Parque Ary Barroso. Nesse dia, moradores e lideranças da comunidade se reuniram para compartilhar e registrar experiências e saberes, em conversas que abordaram a ocupação e a história do Complexo, o impacto das mudanças climáticas, o direito à moradia e as soluções locais. O encontro foi encerrado no Santuário da Penha, proporcionando uma reflexão coletiva sobre a memória local e acompanhada de um belo pôr do sol.
“Nossa luta é por uma árvore em pé, uma casa digna, e uma comida no prato!” — Ana Santos (Centro de Integração da Serra da Misericórdia, ou CEM)
Essa e muitas outras falas inspiradoras estão presentes no vídeo “Mergulho na Memória Climática do Complexo da Penha", que lançamos hoje no canal da Rede Favela Sustentável:
Rede Favela Sustentável em Brasília: Comitiva Formada por Mobilizadores de Favelas e Aliados Apresenta Dados e Vivências Sobre Energia Justa e Limpa para Autoridades Federais
Entre os dias 26 e 29 de maio, a comitiva formada por 19 mobilizadores, representando favelas fluminenses com 1,2 milhões de habitantes, junto de aliados, levou suas pautas em prol da energia justa e limpa para Brasília.
Foram dias intensos e de diálogos potentes e produtivos sobre acesso, qualidade e eficiência energética nas favelas. Incidindo em prol de energia justa, a comitiva da Rede Favela Sustentável ‘Rumo a Brasília pela Energia Justa‘ teve diversas reuniões, conversas e participou ativamente da audiência pública ‘Transição Energética Justa: Papel Social da Energia Solar’, solicitada pelo Deputado Bandeira de Melo, presidente da Comissão de Minas e Energia. A audiência aconteceu no Dia Mundial da Energia, 29 de maio, e proporcionou um amplo diálogo sobre o Solar Social.
A participação da comitiva se baseou nos dados sobre o tema da energia que vêm sendo pesquisados há anos pela Rede Favela Sustentável, como o relatório Eficiência Energética nas Favelas e em iniciativas que já desenvolvem soluções para a energia nas favelas. Puderam dialogar com parlamentares e atores relevantes do setor.
A comitiva pôde, ao longo do período em Brasília, dialogar os três temas-chave que foram levantados coletivamente durante a preparação e criação do plano de incidência política do grupo, sendo estes:
Revisão da licitação das concessionárias;
Expansão da tarifa social;
Impulsionar energia solar social.
Junto aos parceiros nacionais Arayara, ClimaInfo, Inesc, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Pólis, Lemon Energy e Revolusolar, o grupo de mobilizadores das favelas do Rio de Janeiro abriu diálogo com muitos órgãos de diferentes setores públicos.
Rede Favela Sustentável apresentou para a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) o resultado do estudo “Eficiência Energética nas Favelas”, no dia 27 de maio, em Brasília. Foto: Patrícia Schneidewind
Assista à apresentação completa realizada na Câmara dos Deputados
No CEASM, no Complexo da Maré, Exposição ‘Memória Climática das Favelas’ Dialoga com Jovens do Ecoa Maré e Preparatório da Instituição
Estudantes do preparatório do CEASM participaram da exposição Memória Climática das Favelas, no Complexo da Maré. Foto: Bárbara Dias
A exposição Memória Climática das Favelas, organizada pelos museus e projetos de memória integrantes da Rede Favela Sustentável (RFS)*, está em exibição neste mês do meio ambiente, no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM), no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. O evento de abertura ocorreu no Dia Mundial do Meio Ambiente, na presença de coordenadores, estudantes e professores do Projeto Preparatório do CEASM, de jovens bolsistas da FAPERJ que realizam projetos no Museu da Maré, além dos jovens e coordenadores do projeto Ecoa Maré, que, além de prestigiarem a exposição, apresentaram o trabalho de educação socioambiental que é desenvolvido no território da Maré.
A exposição surgiu como um produto final da realização de cinco rodas de memória climática das favelas, realizadas pelos museus comunitários: Museu da Maré do Complexo da Maré, Museu Sankofa da Rocinha, Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (NOPH) de Antares, Museu de Favela (MUF) do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo e o Núcleo de Memórias do Vidigal, todos integrantes do GT Cultura e Memória Local da Rede Favela Sustentável.
Exposição ‘Memória Climática das Favelas’ Exibida no Museu de Favela Durante a 22ª Semana Nacional dos Museus, Levando Relatos de Favelas Cariocas sobre o Clima ao Pavão-Pavãozinho/Cantagalo
Visitantes participam da abertura da exposição Memória Climática das Favelas, no Museu de Favela. Foto: Bárbara Dias
A exposição Memória Climática das Favelas, organizada pelos museus e projetos de memória integrantes da Rede Favela Sustentável (RFS)*, está em exibição do dia 6 de maio a 4 de junho, no Museu de Favela (MUF) do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, situado na Rua Alberto de Campos, 12, Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, como parte da programação da 22ª Semana Nacional de Museus. Sob a organização do MUF, a abertura do evento ocorreu no dia 13 de maio, com a presença de membros do museu e visitantes, que, além de participarem de uma visita a exposição, puderam assistir a peça “Cadeira de Balanço”, do Coletivo Reverbere, encenada por Dudu Gehlen, que, com muita sensibilidade, fala sobre o tema de memórias de um familiar que já partiu.
A exposição Memória Climática das Favelas surgiu como um produto final da realização de cinco rodas de memória climática das favelas, realizadas em 2023 pelos museus comunitários: Museu da Maré do Complexo da Maré, Museu Sankofa da Rocinha, Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (NOPH) de Antares, Museu de Favela (MUF) do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo e o Núcleo de Memórias do Vidigal, todos integrantes do Grupo de Trabalho Cultura e Memória Local, da Rede Favela Sustentável.
A exposição é constituída por relatos e memórias sobre o clima, narrados sob a perspectiva de residentes de cinco favelas da cidade do Rio e exibida em formato de vídeo, banners, uma linha do tempo, e mapa interativo, que possibilitam a observação dessas memórias que fazem parte da história das favelas participantes. Além desses elementos, a exposição também inclui, um mapa de museus e projetos de memória da Rede Favela Sustentável e a obra chamada “Poço das Memórias”, concebida pela artista plástica Evânia de Paula, do Vidigal, que conta com cerca de 100 fotografias, onde os visitantes podem interagir com a estrutura. Na abertura, Márcia Souza, fundadora do MUF, que completou 15 anos de existência, falou sobre a exposição e convidou todos os visitantes a participarem da peça de teatro “Cadeira de Balanço”:
“Eu me chamo Márcia, sou uma das fundadoras do Museu de Favela. A gente está recebendo esse projeto, desta peça, “Cadeira de Balanço”, que é um momento muito especial para mim… O museu está aberto para todos e está acontecendo a Exposição Memória Climática das Favelas. Quero agradecer a todos vocês… dizer que estou muito feliz e vamos para a apresentação.”
Rumo a Brasília pela Energia Justa
Semana Mundial da Energia 27-29 de maio de 2024 - Brasília, DF
Uma delegação formada por 19 mobilizadores de favelas do Grande Rio de Janeiro, entre jovens e veteranos, e 7 aliados técnicos, integrantes da Rede Favela Sustentável que vêm pesquisando e gerando soluções energéticas nas favelas. Em 2023 publicamos a pesquisa Eficiência Energética nas Favelas, que traz à tona a injustiça energética que vivemos. A pesquisa representa uma iniciativa de geração cidadã de dados em 1200 domicílios de 15 favelas do Grande Rio. Juntas, as comunidades representadas pela delegação contam com mais de 1,2 milhões de habitantes.
O QUE VAMOS FAZER EM BRASÍLIA?
Levaremos ao conhecimento de autoridades federais os dados da pesquisa Eficiência Energética nas Favelas, junto de histórias de moradores impactados, e soluções desenvolvidas pelos próprios territórios. Realizaremos uma reunião pública no Congresso, reuniões particulares com autoridades interessadas, e participaremos da audiência pública "Transição Energética Justa: Papel Social da Energia Solar" no Dia Mundial da Energia. Assessores parlamentares, jornalistas e todos os interessados, são bem-vindos. Veja a programação completa no fim desta página.
PARCERIOS NACIONAIS
Além dos integrantes fluminenses, as seguintes organizações de atuação nacional foram fundamentais para o desenvolvimento da programação e estarão ativas durante as atividades da Semana da Energia em Brasília: Instituto Internacional Arayara, ClimaInfo, Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto Pólis, Lemon Energy, Nordeste Potência e Revolusolar.
NOSSAS PAUTAS:
1. Renovação das concessões de energia elétrica: levantaremos questões sobre o acesso e qualidade da energia que chega às favelas e a relação com as condições da renovação das concessões.
2. Tarifa social: compartilharemos como a energia elétrica tem adquirido nova centralidade nas favelas e as dificuldades geradas pela falta efetiva do acesso à uma tarifa acessível.
3. Energia solar social: entenderemos como a adoção e o acesso à energia solar nas favelas pode ser uma solução, inclusive para as questões levantadas nos outros ítens, proporcionando autonomia e sustentabilidade às comunidades enquanto contribuindo com a sociedade como um todo.
ALGUNS DADOS DA NOSSA PESQUISA
55,2% das pessoas representadas na pesquisa se encontram abaixo da linha da pobreza.
41,5% das famílias que ganham até meio salário mínimo ficaram, nos últimos 3 meses, mais de 24 horas sem luz.
32,1% já perderam eletrodomésticos por causa de falhas na rede elétrica.
As famílias pagam, em média, duas vezes mais do que a capacidade de pagamento.
31% das famílias comprometem uma parcela desproporcional do orçamento familiar com a conta de luz.
69% gastariam mais com comida caso a tarifa fosse diminuída.
Os dados evidenciam o ‘gato’ como o único mecanismo para acessar energia entre os mais pobres. Conforme a renda aumenta, a maioria das famílias afirma não ter ‘gato’.
68,7% não conhecem a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE).
59,55% das famílias atendem ao critério de renda para usufruir da Tarifa Social, entretanto somente 8,04% afirmaram receber o benefício.
73% das famílias que ganham até meio salário mínimo afirmaram não fazer reclamações ou solicitar serviços para a concessionária. Conforme a renda aumenta, o conforto em buscar a concessionária aumenta: só 33% dos acima de quatro salários dizem não fazer reclamações à concessionária.
O ar condicionado é responsável por mais da metade (51,4%) do consumo de energia na amostra.
Entre os entrevistados, 78% sempre lembra de apagar a luz ao sair de um ambiente e 67% dá preferência a lâmpadas LED.
50,6% afirmaram saber o significado da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE).
SOLUÇÕES
Além dos mobilizadores-pesquisadores que levantaram e apresentarão estes dados, a delegação contemplará quatro lideranças realizando soluções na ponta para os desafios mencionados.
Luis Cassiano do Teto Verde Favela trará a experiência do teto verde no Parque Arará, Zona Norte do Rio, onde a temperatura abaixo do seu teto, no verão, diverge dramaticamente dos seus vizinhos, experiência já citada em diversas televisões pelo Brasil e o mundo.
Otávio Barros da Cooperativa Vale Encantado compartilhará a experiência do biossistema responsável pelo tratamento do esgoto da comunidade, e do biodigestor que gera gás na cozinha da cooperativa.
Nill Santos emocionará com a história de sua Associação de Mulheres de Atitude e Compromisso Social, para mulheres vítimas de violência, que achou na energia solar uma forma de geração de renda e independência.
E Dinei Medina instigará, a partir de sua experiência na primeira cooperativa de energia solar em favelas do Brasil, a Revolusolar, uma compreensão do enorme potencial que a geração distribuída, realizada nas favelas, poderá acarretar para toda a sociedade.
IMPERDÍVEL! PARTICIPE!
PROGRAMAÇÃO
Participe das seguintes atividades abertas ao público. É só chegar!
Segunda-feira, 27 de maio
Horário: 9-12h
Descrição: Lançamento da Semana Mundial da Energia—Reunião Pública no Congresso: "Justiça Energética nas Favelas: Dados e Soluções da Ponta" a mais completa apresentação dos dados, histórias e soluções a ser realizada na semana sobre o tema da injustiça energética e o complemento ideal aos tópicos que serão abordados na Audiência Pública de quarta-feira (veja abaixo).
Local: Plenário 19 do Anexo II da Câmara dos DeputadosQuarta-feira, 29 de maio
Horário: 9-12h
Descrição: Organizada pela Comissão
Permanente de Minas e Energia, Audiência Pública no Congresso Nacional sobre "Transição Energética Justa: Papel Social da Energia Solar"
Local: Plenário 14 do Anexo II da Câmara dos Deputados
Apresentações fechadas serão realizadas também com o Ministério Minas e Energia, ANEEL, Ministério das Cidades, e com a Frente Ambientalista do Congresso Nacional. Caso tenha interesse em receber a comitiva em seu gabinete, entre em contato através do contato abaixo.
Conheça a Comitiva RFS
Semana Mundial da Energia 27-29 de maio de 2024 - Brasília, DF
QUEM SOMOS?
Uma delegação formada por 19 mobilizadores de favelas do Grande Rio de Janeiro, entre jovens e veteranos, e 7 aliados técnicos, integrantes da Rede Favela Sustentável que vêm pesquisando e gerando soluções energéticas nas favelas. Em 2023 publicamos a pesquisa Eficiência Energética nas Favelas, que traz à tona a injustiça energética que vivemos. A pesquisa representa uma iniciativa de geração cidadã de dados em 1200 domicílios de 15 favelas do Grande Rio. Juntas, as comunidades representadas pela delegação contam com mais de 1,2 milhões de habitantes.
Exposição ‘Memória Climática das Favelas’ Chega a Santa Cruz, Levando ao Público Jovem a História de Cinco Favelas Cariocas Sobre o Clima
Estudantes da Escola Municipal Aldebarã participaram da abertura da Exposição Memória Climática das Favelas, em Santa Cruz. Foto: Bárbara Dias
A exposição Memória Climática das Favelas, organizada pelos museus e projetos de memória integrantes da Rede Favela Sustentável, está em exibição do dia 1º a 31 de março, no Palacete Princesa Isabel, Centro Cultural de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Organizado pelo @nophecomuseu, o evento de abertura da exposição ocorreu nesta sexta (01) na presença de integrantes do NOPH, de estudantes e professores de ensino fundamental da Escola Municipal Aldebarã (@emaldebaranews), que além de prestigiarem a exposição, participaram também de uma apresentação sobre o processo de construção das rodas de memória climática e de uma apresentação artística de slam, realizado pelo @coletivofavelatemvoz.
“Depois de ter passado por duas grandes enchentes aqui em 2017 e 2018, foi muito importante trazer esse trabalho pro bairro de Santa Cruz, porque a gente sempre via muito pela televisão, casos de enchentes e deslizamentos, mas aqui quase não acontecia. Era muito difícil de ver mas, em dois anos seguidos, (tivemos grandes) enchentes aqui… Eu achei interessante mostrar para o bairro e para as comunidades o que acontece quando a gente não faz o nosso trabalho, quando a gente não tem o conhecimento do que está acontecendo, quando a gente não percebe que pequenas mudanças no meu espaço mudam o espaço inteiro. E aí eu apoiei o trabalho, por questões mesmo de passar para o bairro a importância da nossa memória climática, para entender como que acontecia e como que acontece hoje. Esse trabalho de entender e perceber mudanças, é o principal objetivo… Eventos [climáticos] que aconteciam de oito em oito anos estão [hoje] acontecendo de ano em ano. É uma mudança rápida.” — Leonardo Ribeiro, cria e historiador de Antares
Escrito por 📝 📷 Bárbara Dias @barbaradiasphoto .🔗 Leia a matéria completa no portal do Rio On Watch!
*A Rede Favela Sustentável (RFS) e o RioOnWatch são ambos facilitados pela organização sem fins lucrativos, Comunidades Catalisadoras (ComCat).
Justiça Hídrica e Energética nas Favelas: Leia os Relatórios Gerais e Locais da Pesquisa
Entre 2022 e 2024, lançamos os relatórios gerais e locais com os dados frutos do Curso ‘Pesquisando e Monitorando a Justiça Hídrica e Energética nas Favelas’, que contou com a participação de 30 jovens e 15 lideranças de 15 diferentes territórios do Grande Rio, mirando a desmistificação do processo de coleta e compreensão de dados, e garantindo o controle na geração de dados pelos próprios territórios.
Os relatórios foram lançados em diversos eventos, online e presenciais, que contaram com a presença não só dos pesquisadores como dos moradores onde a pesquisa foi realizada, permitindo que os resultados retornassem ao local de origem após a pesquisa.
Lançamento de dados em Mesquita em 22/03/2023
Confira os relatórios:
Relatório “Justiça Hídrica e Energética nas Favelas”
Relatório “Eficiência Energética nas Favelas”
Relatório de Mesquita (Contemplando Coreia, Cosmorama e Jacutinga)
Relatório da Zona Oeste (Contemplando Cidade de Deus e Rio das Pedras)
Relatório de Itaguaí (Contemplando Engenho)
Relatório de Caxias (Contemplando Dique de Vila Alzira)
Relatório de São João de Meriti (Contemplando Éden)
Relatório da Zona Norte (Contemplando Itacolomi, Jacarezinho, Pedreira e Vila Cruzeiro)
Relatório da Zona Central/Sul (Contemplando Providência, Morro dos Macacos e Pavão-Pavãozinho-Cantagalo)




